Casa na floresta tem conforto térmico e impactos ambientais reduzidos

Nesta residência em Manaus, minimizar o desmatamento e adequar a arquitetura ao clima local foram pontos de partida

Por Giuliana Capello Atualizado em 25 abr 2022, 18h29 - Publicado em 25 abr 2022, 19h00
Foto mostra piscina e deck com espreguiçadeiras em primeiro plano, com varanda coberta ao fundo, com estar e jantar. Tudo no piso superior.
Joana França/Divulgação

É preciso observar a natureza antes de construir em meio à floresta amazônica. Como projetar e construir de maneira a conciliar conforto aos moradores e respeito ao ecossistema local? Essas reflexões fizeram parte do processo de criação da Casa Tarumã, projeto de 403 m² assinado Laurent Troost Architectures.

Foto aérea mostra telhado da casa com piscina totalmente integradas à mata.
Joana França/Divulgação

Localizada perto de um pequeno lago que deságua no Rio Tarumã, em Manaus, a residência utiliza princípios de sustentabilidade passiva para garantir conforto térmico, em uma proposta de arquitetura que valoriza ambientes integrados, acolhedores e em harmonia com a natureza.

São exemplos disso a implantação adequada, os beirais generosos e a maximização da ventilação cruzada com bom dimensionamento e orientação das aberturas.

Implantação para preservar a floresta

Para minimizar o desmatamento, a estratégia arquitetônica foi inserir o volume principal em um corte do terreno em declive. Dessa forma, o projeto inverte a tipologia habitacional clássica, deixando os quartos no pavimento inferior e os ambientes sociais internos no piso superior, juntamente com o estar externo e a piscina.

Repare no piso superior: com suas janelas deslizantes, a sala de estar e jantar envidraçada permite uma integração total com o estar coberto, a piscina e a natureza.

Foto mostra varanda com cadeira de balanço e, em posição transversal, uma passarela que dá acesso à piscina e deck de descanso.

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De olho no conforto térmico, a casa foi dividida em dois volumes, sendo um longilíneo e outro em formato de mirante, acessível por estreitas passarelas.

No primeiro ficam as funções que precisam ser protegidas do sol e das chuvas. Estão lá as salas de estar e jantar e as suítes. Já no volume mirante ficam o depósito, a lavanderia e a piscina.

Foto mostra parte da bancada da cozinha e da sala de jantar e estar, integradas à paisagem graças às grandes aberturas de vidro, de correr.
Joana França/Divulgação

A cobertura também foi desenhada para colaborar com o conforto ambiental da residência. Sua estrutura em aço corten com duas águas fica independente do resto da casa, permitindo a livre circulação dos ventos e a formação de um colchão de ar que protege todo o piso superior.

Foto mostra cobertura em aço corten e duas águas, com platibanda sobre estrutura de concreto.
Joana França/Divulgação

Por último, o telhado recebeu uma platibanda invertida na face do sol poente, para maior proteção e privacidade.

*Via ArchDaily

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