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7 dúvidas de tirar o sono sobre escadas

Respondemos 7 dúvidas comuns de leitores sobre escadas

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1. O que determina um bom projeto?

Para conciliar conforto e beleza, a escada deve estar em harmonia com o estilo arquitetônico da moradia. Uma localização bem estudada impede, por exemplo, que a parede seja riscada após o transporte de um móvel de um andar para outro. Evita, ainda, o surgimento de cantos sem uso e problemas de circulação no ambiente. Além disso, ao saber o espaço que ela vai ocupar, é possível calcular a quantidade de degraus, além da largura e altura deles, medidas essenciais de ergonomia.

2. Quais as medidas de conforto e segurança de uma escada?

É preciso ser minucioso na execução. Veja quais os números da escada ideal:

Largura mínima do degrau: 60 cm

(Atenção: quanto mais largo o degrau, maior a sensação de segurança.)

Profundidade do piso (parte a ser pisada): entre 27 e 30 cm.

Altura entre os degraus (espelho): entre 15,5 e 19 cm.

Inclinação: entre 30 e 35 graus em relação ao piso. Mais inclinada que isso, ela ocupa menos espaço, mas se torna um empecilho para idosos e crianças.

Distância mínima entre degraus e cobertura: 2 m

Para verificar se as medidas estão proporcionais e, portanto, a escada oferece passos confortáveis, respire fundo e aplique a seguinte fórmula: multiplique a altura do espelho por dois. A esse resultado, some a profundidade. O valor total tem de se aproximar de 64 cm.

Lembre-se ainda de que as quinas não podem ser muito arredondadas, para não prejudicar a firmeza do passo, nem muito vivas, ou causarão ferimentos em caso de acidente. E, se houver crianças ou idosos na casa, por exemplo, o piso deve ser de material antiderrapante ou receber acabamentos com essa característica, como as lixas ou os sulcos colocados nas beiradas dos degraus.

3. É obrigatório ter corrimão?

“Há regras específicas de acordo com a utilização da escada. As de uso público devem ter obrigatoriamente corrimão”, diz o arquiteto César Bergström, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Nas casas, esse elemento pode ser dispensado ou não – é uma escolha do arquiteto e do morador. Se ambos optarem por ele, sua altura segura é de 90 cm.

4. Quais são os formatos de escadas mais comuns?

– Reta: boa para ambientes de no máximo 3,25 m de altura, ou fica cansativa demais. Se a distância for maior, divida a escada em dois ou mais lances, com patamares.

– L e U: seus patamares servem de pontos de observação. É necessário ter essa parada toda vez que a estrutura mudar de direção. Embaixo destas escadas, cria-se um espaço livre, perfeito para lavabos ou despensas.

– Caracol: é o que ocupa menos espaço. O diâmetro mínimo de 1,50 m garante que os degraus não fiquem estreitos demais junto do eixo.

5. Quais são os cuidados necessários na compra de modelos pré-fabricados?

Após escolher o modelo, procure um fornecedor conhecido no mercado: aceitar uma indicação de amigos ou de antigos clientes da empresa é uma boa idéia. No showroom, faça um teste. Isso mesmo: suba e desça algumas vezes os degraus para sentir, literalmente, se eles são firmes.

Concreto: precisa estar bem liso. “Nas áreas externas, se ele estiver poroso, ficará mais frágil à umidade e às chuvas”, conta o técnico em edificações e fabricante Rogério Chuba, de São Paulo.

Madeira: esse tipo de estrutura pede cortes mais retos e encaixes perfeitos. “É preciso habilidade para fortalecer os encaixes sem que a peça fique excessivamente robusta”, diz Alfredo Modica, da NGK Madeiras. As espécies mais indicadas para essas estruturas são o jatobá e o ipê (e todas as outras que são duras, resistentes e, em geral, mais escuras).

Metal: o aço carbono é a matéria-prima mais usada no modelo caracol. O segredo está em observar o nivelamento da escada. Basta verificar se as hastes do corrimão estão paralelas ao eixo da escada. Observe, ainda, se as soldas são uniformes e se os parafusos estão escondidos.

6 “Como assentar degraus de madeira em uma escada de concreto?”, enviada por Laura Nair Godoy Ramos, São Paulo.

Observe se a superfície está regularizada e se os degraus têm a mesma altura. Em caso negativo, faça um contrapiso. “A nova camada cimentícia pode corrigir pequenas diferenças”, explica o arquiteto paulista Décio Navarro. “Depois, é necessário aguardar cerca de 30 dias pela secagem do cimento”, afirma Dimas Gonçalves, da Indus Parquet, de Tietê, SP. Só então assenta-se a madeira maciça, serviço que pede cola e parafusos, segundo Pedro Pereira, da Pau-Pau. As pranchas devem vir na medida – para um acabamento perfeito, Décio indica que a régua ultrapasse em 1 cm a pisada. Fure o contrapiso com broca de vídea (paraconcreto) em quatro pontos, insira as buchas e faça os furos correspondentes na madeira. “Aplique cola PU na superfície, apoie a tábua e parafuse. As cabeças dos parafusos devem ficar pelo menos 1 cm rebaixadas”, recomenda o arquiteto. Use cavilhas para escondê-las e dar o acabamento.

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