Espelho: 4 jeitos modernos de usá-lo na decoração

Além de fazer um espaço pequeno parecer maior, ele clareia áreas escuras e produz a sensação de profundidade

Reportagem Visual Aldi Flosi Texto Lúcia Santos Gurovitz Fotos Luis Gomes

Recurso conhecido para fazer um espaço pequeno parecer maior, o material pode desempenhar inúmeras outras funções. Renovar móveis, trazer brilho à decoração, clarear áreas escuras e produzir a sensação de profundidade: essas são as propostas destes ambientes. Outras ideias especiais: 21 quartos que não abrem mão da magia dos espelhos.

Disfarce perfeito Quando o apartamento de 147 m² foi entregue, não havia a separação entre a sala de jantar e a cozinha. "Criamos a parede de gesso acartonado. Onde ela é um pouco mais espessa, esconde-se a estrutura metálica da escada que leva ao mezanino", diz a arquiteta Silvia Brawerman, sócia de Sofia Smaletz. Revestir a área de espelho disfarçou o volume e trouxe a sensação de amplitude. Note que, para fechar o passa-pratos, há uma porta de correr, também espelhada. Onde encontrar: espelho da Glass Company, tampo de teca da Capolavoro, obra de arte da Mônica Filgueiras Galeria, vaso da Zona D. Veja outros jeitos modernos de usar espelhos na decoração.

Bar duplicado Para aproveitar este canto da sala, o designer de interiores Marco Aurélio Viterbo posicionou no local um armário, usado como bar. "O móvel ganhou leveza graças ao fundo coberto de espelho", diz. As portas abertas revelam ainda prateleiras com garrafas e copos bem organizados. "É importante não exagerar na quantidade de objetos, que ficarão à frente do espelho e terão sua imagem duplicada. Prefira peças de vidro e pequenas esculturas." Onde encontrar: armário branco da L'Oeil, espelhos colocados pela Artecor. Os copos e o vaso sobre o móvel são da Kcase.

Ilusão de espaço Optar por armários de laminado preto deu à cozinha o ar arrojado que a moradora queria. No entanto, como o espaço mede apenas 2,90 x 1,50 m, o arquiteto Marcelo Rosset cobriu as paredes de espelho para evitar o aspecto confinado. "O revestimento contrasta com os móveis escuros e ilumina o ambiente, além de propiciar a sensação de profundidade", afirma. A instalação é feita com o mesmo silicone usado em banheiros e, na limpeza diária, basta um pano com álcool. Onde encontrar: espelhos da Casa dos Vidros, armários da Bontempo, bancada e pia de aço inox da Mekal, obras de arte da Benedixt.

Divulgação
Quando o apartamento de 147 m² foi entregue, não havia a separação entre ...
Quando o apartamento de 147 m² foi entregue, não havia a separação entre a sala de jantar e a cozinha. “Criamos a parede de gesso acartonado. Onde ela é um pouco mais espessa, esconde-se a estrutura metálica da escada que leva ao mezanino”, diz a arquiteta Silvia Brawerman, sócia de Sofia Smaletz. Revestir a área de espelho disfarçou o volume e trouxe a sensação de amplitude. Note que, para fechar o passa-pratos, há uma porta de correr, também espelhada. Onde encontrar: espelho da Glass Company, tampo de teca da Capolavoro, obra de arte da Mônica Filgueiras Galeria, vaso da Zona D.
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Efeito clareador Produzido por volta de 1930, este espelho veneziano tem como grande atração a moldura, feita do mesmo material, na qual aparecem flores e arabescos gravados com ácido. Neste lavabo, a peça foi colocada sobre uma parede também coberta de espelho, inclusive na área sob a bancada. "A sobreposição gera um lindo efeito luminoso", afirma Ana Luiza Wawelberg, dona de um antiquário e autora da ideia. "Sem falar que o ambiente, bastante estreito, parece maior." Onde encontrar: espelho veneziano de Ana Luiza Wawelberg, espelho na parede da MRM Vidros, torneira e cuba com toalheiro da Deca.

Brilho moderno O aparador sob a janela funciona como um louceiro e apoio para objetos. "Decidi mandar revesti-lo de espelho para quebrar o domínio do branco entre os materiais do apartamento", conta o arquiteto José Ricardo Basiches, responsável pelo projeto. Como a peça tem portas de abrir, que poderiam ceder com o peso do vidro, as ferragens receberam reforço. "O marceneiro duplicou o número de dobradiças que empregaria se o móvel fosse apenas de madeira." Onde encontrar: móvel executado pela Marcenaria Medeiros, cadeiras e pendente da Kartell, obras de arte de Daniel Melim (Choque Cultural).

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