Nesta casa em Florianópolis, a vista alcança o mar. A exuberância da paisagem guiou o projeto, que se vale de grandes áreas envidraçadas.
Por Marianne Wenzel e Paulo Lagreca
Fotos: Hermes Bezerra/ Oficina de Luz
Viajado, o empresário Alexandre Rossi passou dois anos produzindo programas de turismo na Austrália. Nesse período, reuni muitas referências de casas de madeira. Gosto de arquitetura, sempre colhi informações sobre esse assunto, conta. De volta a Florianópolis, decidiu que era hora, enfim, de usar esse conhecimento para encomendar o projeto da moradia de sua família a mulher, Vanessa, e o filho pequeno, Enzo. Antes mesmo de encontrar o terreno, me animei e comprei seis troncos de madeira bruta, diz. A arquiteta Marília Ruschel, autora do projeto com o arquiteto Nelson Teixeira Neto, sugeriu utilizá-los para sustentar o pergolado que contorna parte da varanda.
A laje do andar superior, confeccionada com concreto armado, foi revestida de madeira, material usado nos pilares, no deck e na escada. A espécie escolhida foi a garapeira, fornecida pela Madeireira Flor do Sol.
Quem chega da rua a pé sobe um lance de escada e atinge o térreo por este vão no deck. Troncos brutos de acariquara, madeira resistente e de alta durabilidade comum no Amazonas e no Pará, sustentam o pergolado.
Bem ventilada e iluminada naturalmente, a casa minimiza o consumo de energia. Outro recurso que contribui para isso é o sistema de aquecimento solar as placas encontram-se num trecho do telhado voltado para a face norte, a mais ensolarada.
Para que o jardim junto à escada recebesse luz natural, utilizaram-se telhas de vidro num trecho da cobertura, que de resto emprega o modelo cerâmico (tipo portuguesa, da Telhas Rainha). Móveis da Saccaro.
A piscina com borda infinita alinha-se à lagoa da Conceição. A água transborda em um espelho-dágua cerca de 40 cm abaixo, segue para um filtro e é bombeada de volta para a piscina. No piso, porcelanato rústico (30 x 30 cm).