Enfim, a cor encontra sua função na arquitetura de hoje. Usada com critério e sensibilidade, ela embeleza, surpreende, cria referências visuais, contribui para a identificação das pessoas com os lugares e espanta a palidez das grandes cidades.
Reportagem: Marianne Wenzel
Quando a arquitetura moderna nasceu, enaltecendo as formas puras e a ausência de adornos, o branco passou a reinar absoluto. A cor, que antes determinava a personalidade de cidades inteiras, virou uma mera maquiagem, se tanto. "Até hoje essa idéia vigora. Desenha-se em preto e branco", diz a arquiteta e estudiosa do tema Lilian Ried Miller Barros, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Para ela, aí reside um equívoco. "Só com os contrastes de cor é que percebemos as formas, por isso o projeto deve levá-la em conta desde o começo, ainda que se opte pelo branco", explica. Depois de conhecer as experiências internacionais abaixo, descubra quais são as combinações de tons que estão na moda e vote, em nossa enquete, na sua preferida.
Divulgação
HOLANDA
A fachada vibrante marca a entrada do Da Vinci College, um parque educacional desenhado pelo escritório Mecanoo Architecten e inaugurado em 2007 em Dordrecht. Segundo os arquitetos, as cores quentes dos vidros proporcionam uma sensação acolhedora e destacam o edifício, fazendo dele, ao mesmo tempo, um ponto de encontro para os estudantes e um cartão-postal.
BRASIL
Situada atrás da fachada de vidro do learning center Primetime, em São Paulo, a parede de 15 x 7 m que sustenta as rampas internas irradia seu amarelo para a rua. Para definir o tom da tinta um que não se alterasse com a iluminação e que correspondesse ao matiz mais puro possível , o arquiteto Marcio Kogan testou quatro opções no local (e escolheu a da Coral, ref. 5512106T). Usada com cuidado, a cor pode melhorar a paisagem urbana, diz o arquiteto Lair Reis, que trabalhou no projeto, concluído em 2007.
ESPANHA
O mosaico cerâmico de 325 mil peças e 67 cores faz parte da revitalização do mercado Santa Caterina, reinaugurado em 2005 em Barcelona. Grandes superfícies dão liberdade para ousar. Mais ainda no caso de uma cobertura, que não cansa a visão porque só é vista parcialmente pelos pedestres, analisa a arquiteta Lilian Ried Miller Barros. Trabalho do escritório Miralles Tagliabue.
ALEMANHA
Reformado em 2006 pelo escritório Ahrens Grabenhorst Architekten, este museu na cidade de Celle ganhou uma nova entrada: um foyer de vidro de 10 x 10 x 10 m que envolve toda a frente da construção. Quando escurece, 1 272 leds instalados atrás dos painéis mudam a tonalidade da fachada a cada hora mas apenas durante alguns minutos, depois o vidro volta ao seu aspecto original.
ALEMANHA
Reformado em 2006 pelo escritório Ahrens Grabenhorst Architekten, este museu na cidade de Celle ganhou uma nova entrada: um foyer de vidro de 10 x 10 x 10 m que envolve toda a frente da construção. Quando escurece, 1 272 leds instalados atrás dos painéis mudam a tonalidade da fachada a cada hora mas apenas durante alguns minutos, depois o vidro volta ao seu aspecto original.
ALEMANHA
Reformado em 2006 pelo escritório Ahrens Grabenhorst Architekten, este museu na cidade de Celle ganhou uma nova entrada: um foyer de vidro de 10 x 10 x 10 m que envolve toda a frente da construção. Quando escurece, 1 272 leds instalados atrás dos painéis mudam a tonalidade da fachada a cada hora mas apenas durante alguns minutos, depois o vidro volta ao seu aspecto original.
ESPANHA
Painéis metálicos alternam-se na fachada do Centre Esplai, instituição em Barcelona voltada à inclusão social. A combinação de vermelho, azul e amarelo, que dão origem a todas as cores, é lúdica e remete ao conhecimento e à formação, por isso faz sentido nesse contexto, analisa a arquiteta Lilian Ried Miller Barros. Projeto do arquiteto Carlos Ferrater, finalizado em 2007.
ARGENTINA
Nesta casa na cidade de Tigre, os painéis de vidro receberam películas que produzem diferentes reflexos no piso emborrachado tudo depende da incidência do sol, que muda conforme a hora do dia e a estação do ano. Para que o efeito não se tornasse cansativo, o arquiteto Luis Bruno, do escritório ABBS Point Design, optou por usar o recurso numa área de passagem.