113 bares e adegas em casa
Da redação
Nilo Belotto
E não é que a piada vingou? O casal passou a colecionar objetos e a buscar inspiração nos botecos que frequentava. O resultado não se parece nada com uma sala convencional. “Na hora de descansar ou assistir confortavelmente a um filme, temos um quartinho que virou sala de TV”, conta a moradora. As paredes cobriram-se de acessórios criativos e a ambientação ganhou o aval dos amigos, que nos fins de semana sabem onde curtir jogos de futebol, tomar cerveja e ouvir música. A quem fica tentado a fazer o mesmo, o casal dá a dica: “Defina uma linha de decoração e evite pendurar de tudo para não perder o foco”.
Nilo Belotto
No lugar do sofá, duas mesinhas de madeira laqueadas, seis cadeiras na cor tabaco e duas banquetas altas (para o balcão) mobíliam o espaço com lugares para as visitas se acomodarem (Finemóveis, R$ 2 998). Bolachas (porta-copos), quadrinhos, rótulos de cerveja emoldurados e pôsteres enfeitam as paredes, num total de 130 itens (adquiridos nas lojas virtuais Wall Street Posters, Allposters e Empório da Cerveja). O casal estima ter gasto R$ 500 nesses mimos cervejeiros, mais R$ 490 nas 70 molduras de MDF, da MolduRio, que expõem os rótulos. Um mural metálico (1 x 0,80 m) exibe imagens clicadas em botecos. Para fixá-las, os moradores usam ímãs feitos por eles mesmos. “Compramos os ímãs e grudamos em tampinhas de garrafa com massa plástica. Fácil e baratinho!”, diz Sandra.
Nilo Belotto
Cores escuras cobrem as paredes. A principal recebeu tinta preta brilhante (Suvinil) e as laterais, o sugestivo tom verde irlandês (Coral). O piso laminado de tom claro (Pátina Branca, da Durafloor) equilibra o conjunto. No lugar do rack, há um balcão (3,50 x 0,40 m) com armários (Marcenaria Bonaldo, R$ 2 880). É ali onde fica a TV de LCD de 40 polegadas, da Sony.
Marco Antonio
Despensa vira adega charmosa. Esta área, de 1,20 x 1 m, antes destinada à despensa da cozinha, se transformou num charmoso cantinho para abrigar a adega e o bar que os moradores tanto desejavam. Aberto para a sala de jantar, o espaço ganhou um espelho bronze no fundo e três prateleiras de vidro de 1,20 m x 20 cm de profundidade. “Uma lâmpada dicroica ilumina o móvel e produz um interessante jogo de reflexos”, conta a arquiteta Ana Rita Souza e Silva. Na parte inferior, o tampo é revestido de carvalho, e a porta, que esconde uma gaveta, de couro bege. Execução da Segatto.
Facilidade ao servir. O carrinho de chá com rodízios ganhou um uso diferente na sala de lareira que a arquiteta Manuela Senna criou para a Casa Cor Minas Gerais deste ano (encerrada no início de outubro). “Gosto de enxergar além da função original dos objetos e encontrar novas possibilidades para eles”, explica. Para combinar com o estilo retrô da peça de imbuia maciça (79 x 42 cm, altura de 73 cm), com bandeja removível (São Romão), a arquiteta apostou em copos e taças de cristal com desenho típico dos anos 1950 e num balde de prata (Hogar Presentes).
Colorido sobre o branco. Na sala multiúso da casa da arquiteta Sabrina Baukelmann Matar, um móvel laqueado de branco percorre a extensão sob a janela e desempenha diversas funções. “Ele comporta os equipamentos do home theater, em frente ao sofá, e funciona como aparador e louceiro junto à mesa de jantar”, conta. É nessa parte da peça que a arquiteta apoia a bandeja colorida (Marché Art de Vie) e organiza os copos e apetrechos do bar. “Uso bastante os acessórios quando recebo para festas e jantares”, diz. A escultura de madeira também é da Marché Art de Vie.
Garrafas ocupam o nicho. A proposta de organizar o espaço da sala com móveis soltos, sem nenhuma peça encostada nas paredes, levou a arquiteta Deborah Roig a abrir um nicho na alvenaria (2,50 m x 50 cm, altura de 50 cm) para instalar o bar. “O morador pediu uma solução diferente de tudo o que já havia visto. Então, apostei em um acabamento ousado”, diz Deborah sobre as folhas de cobre que revestem o recorte. O tom quente do metal é ressaltado pela iluminação: no alto da abertura, há cinco lâmpadas minidicroicas, reguladas por um dimmer, a 50 cm umas das outras.
Carlos Emilio
O banco Calavera, inspirado nas caveiras de açúcar mexicanas. Ambos do estúdio Nada Se Leva.
Carlos Emilio
Dupla de poltronas modelo Jacarta, desenhdas pelo estúdio Nada se leva, vendidas na Breton, sofá Larco, também do Nada se leva para a officeform, e cadeiras April, da marca italiana Zanotta.
A estante entre o home theater e o estar estrutura-se com base numa viga metálica. Ao lado dela, montou-se um bar.
São os objetos variadíssimos e os móveis reformados que dão personalidade ao ambiente. Sem muita verba para decorar, Ana sempre aceita doações. “Fico dias imaginando como deixar a peça com a cara que quero. Depois, é mãos à obra!”, diverte-se, contando ter lixado, pintado e costurado quase tudo em seu lar. O xodó é o móvel que funciona como bar. Antes esquecido na casa da avó, recebeu pátina e agora embeleza o estar. Cones de linha e uma máquina de costura velhinha fazem referência à profissão da moradora, que destinou tecidos antigos de uma marca para a qual trabalhou à forração das poltronas e às capas das almofadas.
A sala colorida está cheia de itens customizados.
Um carrinho de servir refeições em aviões, da Dbox, funciona como bar. Na mesa, pães-bolinha envoltos em guardanapos da Tok Stok e salada verde com figo em bowl da Doural.
): Um carrinho com garrafeiro deixa à mão a máquina de café expresso e o equipamento de som. Da Tok Stok, o carrinho-bar mede 1,08 x 0,40 x 0,81 m e sai por 5 x R$ 200.
Renato Corradi.
Uma composição bem-sucedida. Aqui está o resultado da impecável mistura de detalhes marcantes. O apoio de madeira laqueada faz as vezes de bar, exibindo parte da coleção de copos da arquiteta Alessandra Pinheiro Ribeiro. Para proteger o tampo, a moradora optou pela passadeira de palha preta, enquanto a esteira de bambu delimita o espaço do bar. A marca contemporânea aparece ainda na tigela de cerâmica sobre a bandeja balinesa e no vaso com apenas uma bela folha. De olho na proporção: o aquário de vidro cheio de bambus tem a mesma altura do quadro, que preenche a parede sobre o aparador.
Eduardo Pozella
Celebração da elegância. Impossível passar distraído pelo aparador laqueado graças às boas escolhas do arquiteto Marcelo Lellis, que prova: o casamento entre o moderno e o clássico dá certo. Escuro, o móvel clamava por peças claras e requintadas. Taças e copos vindos de antiquários mundo afora se reúnem numa bandeja. Do lado oposto, a luminária cromada define a altura máxima dos objetos. A gravura de Moisés Zandonadi, apenas apoiada na parede, ocupa com classe um espaço que ficaria vazio e sem graça.
André Fortes
Bar descolado. Em contraste com o tom roxo da parede, a estante de mármore, que apóia o bar, chama a atenção. Na idealização do decorador Karim Akel, garrafas, baldes, coqueteleiras e copos ordenam-se em fileiras pelas duas prateleiras. Tudo fica à mão para facilitar a vida dos visitantes na hora de preparar suas próprias bebidas.
Divulgação
Ao alcance das mãos. Uma feliz união na sala de estar: aparador mais taças e garrafas formando um bar prático e discreto. A arquiteta Sandra Picciotto selecionou um móvel de aparência leve, com base de aço e tampo de vidro. Depois, setorizou os itens para uma organização lógica. Em uma lateral, a bandeja de couro acomoda com segurança copos, taças, coqueteleira e balde de gelo. Do outro lado, as garrafas foram dispostas por ordem decrescente: as mais altas ficam próximas da parede. O visual neutro da composição permite que a tela de Arcangelo Ianelli ganhe ainda mais destaque na sala.
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