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Sustentabilidade social

Durante dez anos a artista plástica Carla Tennenbaum, de 33 anos, trabalhou com resíduos de EVA, material não reciclável, na criação de mandalas, quadros e produtos utilitários.

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Durante dez anos a artista plástica Carla Tennenbaum, de 33 anos, trabalhou com resíduos de EVA, material não reciclável, na criação de mandalas, quadros e produtos utilitários. Desenvolveu tecnologias manuais e ensinou artesãos e grupos de pessoas de diferentes lugares do Brasil e do exterior a criar com ele. Há algum tempo abriu o leque de matérias-primas no seu trabalho como facilitadora criativa, estimulando sempre a transformação de materiais descartados. Tel. (11) 3311-9795, www.caobaum.com

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BF: Como surgiu sua consciência de preservação ambiental?

CT: Surgiu em 1992, por causa da Rio 92. Minha escola organizou um trabalho sobre resíduos sólidos e eu era uma das representantes. Tinha apenas 12 anos, mas fui ao Rio de Janeiro participar do evento. Anos mais tarde, estava no bairro do Brás, em São Paulo, quando vi sacos de EVA na calçada sendo levados por um caminhão de lixo, que triturava aquilo com restos de comida e outros descartes. A minha sensação, na hora, foi de que estavam jogando cores fora. Foi quando comecei a trabalhar com esse material.

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BF: Como é seu trabalho atualmente?

CT: Trabalho com facilitação criativa, em diversas frentes. Pode ser com grupos de artesãos, estimulando a criação de novas linhas de produtos por meio de materiais e ideias locais. Pode ser uma experimentação com adolescentes, apresentando possibilidades de transformação de materiais descartados e discutindo questões da sustentabilidade urbana. Compartilho algumas das técnicas que desenvolvi e aprendi nos últimos anos.

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BF: Qual é seu objetivo?

CT: Proporcionar oportunidades para que as pessoas exercitem, expandam ou entrem em contato com sua criatividade. O mundo está mudando muito rapidamente e as muitas crises pedem que a gente crie novos hábitos, novas ideias, novas formas de olhar o mundo – e isso tudo exige criatividade. Nesse sentido, o ato de criar objetos, ainda mais de materiais que nos acostumamos a chamar de lixo, tem um efeito de transformação cultural tão ou mais importante que a transformação concreta dos materiais.

 

BF: Você acha que esse tipo de empoderamento dado às pessoas marginalizadas é o caminho mais indicado?

CT: Mais que a quantidade de pessoas atingidas, de produtos vendidos, de renda gerada, valem a qualidade do trabalho realizado, as relações que se estabelecem,   respeito entre as pessoas, a troca de ideias e a apropriação compartilhada do que está acontecendo ali.

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