O espaço infinito

Depois de um rigoroso restauro de renovação, o primeiro planetário da América Latina foi devolvido à cidade de São Paulo em 2007. Construído no Parque do Ibirapuera em 1957, ele acabou devastado pela ação do tempo e dos cupins. Agora, o que era bom, ficou melhor.

Por Por Cristina Dantas Atualizado em 20 dez 2016, 22h34 - Publicado em 23 jan 2007, 17h05
Um título para uma foto sem titulo

Durante os últimos 7 anos, o público acostumado a ir ao Planetário do Ibirapuera deixou de ver o céu da cidade, espetáculo que se repetia desde 1957 na cúpula da obra projetada por Roberto Tibau, Eduardo Corona e Antonio Carlos Pitombo. Reformas mal feitas já haviam desfigurado a arquitetura do Planetário, mas o cadeado que finalmente trancou a entrada já deixava supor que o abandono, o concurso do tempo, a água e os cupins faziam, no interior do prédio, seu lento e obstinado trabalho de destruição. A necessidade de um restauro se impôs, tarefa que ficou a cargo dos arquitetos Paulo Faccio e Pedro Dias de Abreu Neto. A eles se uniu Luis Antônio Cambiaghi Magnani, especializado em restauração de bens tombados. “Foi um dos primeiros projetos da arquitetura moderna a passar por uma grande intervenção”, lembra Paulo.

O forro de peroba rosa ficou à mostra e o mezanino foi elevado, permitindo a... Por fora, a imagem e semelhança do projeto de 1957. As janelas, no mezanino, permitem ao visitante visão do parque. A terra que ... As paredes foram recobertas com folhas de peroba-mica. Mudanças sutis, mas e...

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