Museu Nacional da História e Cultura Africana é inaugurado nos EUA

Treze anos depois da sua construção ser autorizada, o museu, que fica em Washington DC, abre suas portas

Por Mariana Conte Atualizado em 19 jan 2017, 13h50 - Publicado em 26 set 2016, 21h18
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Um dos museus mais significativos é inaugurado em Washington DC, EUA. O National Museum of African American History and Culture demorou treze anos, depois que sua construção foi autorizada por George W. Bush, para ser inaugurado. Foi projetado pelo arquiteto David Adjaye, nascido na Tanzânia, que disse que sua vida e carreira mudaram desde que ganhou o concurso para ser o responsável pelo desenho do edifício.

A solenidade de abertura, ocorrida no último sábado (24) contou com a presença do primeiro presidente negro dos EUA, Barack Obama, a primeira-dama Michelle Obama e Ruth Bonner, uma senhora de 99 anos, filha de um homem que nasceu na condição de escravo no estado do Mississipi.

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Para os idealizadores, o museu é para todos os americanos, não apenas para o público negro, já que a história africana é central para a narrativa dos Estados Unidos.  Para entender a sua própria história e cultura, os americanos devem compreender a cultura negra.

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O prédio é formado por uma pilha de três volumes cobertas com placas de bronze perfuradas com padrões que fazem referência à história do artesanato africano. Mais da metade do museu, no entanto, está localizada abaixo do solo, invadindo o subsolo de vias da cidade.

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Adjaye é conhecido por conseguir unir o artesanal com formas simples e poderosas. E ele queria que a arquitetura do edifício representasse a história do museu, as origens africanas, não que fosse apenas uma caixa de concreto com coisas dentro.

O museu começou do zero, sem uma coleção pré-definida. Seus curadores foram atrás de doadores de relíquias escondidas em armários e sótãos pelo país e conseguiram alguns dos 40.000 objetos do museu. A maioria veio de pessoas comuns, e esses itens contam a história de dor e orgulho do passado da América.

 

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