MoMA adquire acervo de Frank Lloyd Wright e promove exposição

Mostra Frank Lloyd Wright and the City – Density vs. Dispersal marca a aquisição pelo MoMA do acervo do arquiteto. O curador, Barry Bergdoll, fala sobre o conteúdo

Por Liège Copstein Atualizado em 19 jan 2017, 15h52 - Publicado em 8 abr 2014, 20h26
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Que critérios usou na seleção do material?

Quis mostrar como Wright (1867-1959) trilhou, ao mesmo tempo, duas linhas aparentemente contraditórias em seu trabalho. Ele era dono de uma personalidade complexa. Isso fica bem evidente a partir da metade de sua trajetória, com a Broadacre City, de 1935 (modelo de cidade descentralizada, capaz de restaurar a qualidade de vida em oposição à perda do contato com a natureza, provocada pelos grandes centros urbanos). Mas, simultaneamente, o arquiteto explorou conceitos estruturais e espaciais inovadores para arranha-céus. Em 1957, lançou a proposta do Mile High, um prédio de 528 andares, em Chicago. As peças selecionadas colocam a evolução de sua obra em perspectiva e convidam a pensar sobre muitas questões atuais.

Como sua produção transpõe os limites entre arte e arquitetura?

Wright escreveu, no início da carreira, o livro The House Beautiful, que define uma visão estética e artística da arquitetura residencial. Até em seus projetos maiores, procurou a natureza e tratou de pensar as superfícies com cobre ou vidro para que os edifícios brilhassem como joias em meio ao panorama das grandes cidades.

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