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Mil casas construídas pela ONG Um Teto Para Meu País

Na primeira ação do ano, os voluntários atingiram a meta e entregaram casas novas e pintadas a 61 famílias carentes da Grande São Paulo.

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Construir uma casa modesta, de apenas 18 m2, feita de madeira pré-fabricada e telhado de zinco, pode ser tão comemorado quanto conceber um projeto arquitetônico premiado. A satisfação vem quando esse pequeno “chalé” se transforma em lar para famílias carentes, que antes moravam em barracos de madeirite, sem qualquer infraestrutura urbana. No final de semana dos dias 17 e 18 de março, 61 famílias de seis comunidades da Grande São Paulo acompanharam os voluntários de Um Teto Para Meu País (UTPMP) na primeira ação de 2012.

A ONG atingiu a marca de mil casas e espera dobrar esse número até o final do ano com a ajuda de estudantes universitários e recém-formados das principais instituições de ensino superior de São Paulo. “A ideia é envolver jovens que tiveram as melhores oportunidades. É uma forma também de colocá-los em contato com realidades que, em outras circunstâncias, seriam ignoradas e de mudar a percepção de sociedade que eles têm”, explica Luciano Coelho, diretor comercial do UTPMP.

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Thalita Santos, de 22 anos, formada em Relações Públicas, participou pela primeira vez de uma ação do Teto. Ela integrou a equipe que construiu a casa da família de Ana Carolina, 17 anos, que vive com o filho Mateus, de apenas 3, na comunidade Souza Ramos, zona leste da capital. “Foi um choque, nem parecia que estávamos em São Paulo. Lá não tinha esgoto, água encanada nem coleta de lixo. E no mundo onde eu vivo, isso é tão básico…”, conta a voluntária. Para quem nunca havia pegado num martelo, Thalita superou as próprias expectativas. “Você se surpreende com você mesmo, com a sua força e a vontade de construir”.

As casas têm um custo de R$3.300 cada e, em dois dias de trabalho intenso, estão de pé. A família arca com apenas R$150, participa de todo o processo, recebe certificado e inaugura a casa nova com a equipe de voluntários – certamente, o momento mais emocionante do final de semana. “É um trabalho que leva esperança para as famílias e ensina aos voluntários o que significa comprometer-se com uma causa”, acredita a voluntária Flávia Ippólito, 20 anos, estudante de arquitetura e uma das coordenadoras da equipe que atuou na comunidade Vila Clara, em Cotia.

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As 61 casas receberam os últimos retoques no final de semana passado, quando os voluntários voltaram às comunidades para a fase de pintura, uma parceria com o projeto Tudo de Cor Para Você, das tintas Coral. O novo lar de Ana Carolina, em Souza Ramos, foi colorido de vermelho. “Entregar a casa pintada aumenta a autoestima”, acredita Marcelo Abreu, gerente de marketing institucional da Akzo Nobel, empresa holandesa que detém a marca Coral.

Conheça o projeto Tudo de Cor Para Você, da Coral

 

O Tudo de Cor Para Você é a principal iniciativa socioambiental da Akzo e, além dos projetos cooperados, como o firmado em 2010 com o UTPMP, a empresa realiza ao menos duas ações de peso por ano para revitalizar casarões históricos e renovar casas de comunidades carentes em importantes cidades brasileiras. “Encontramos uma forma de tornar o mundo um pouco melhor dentro do nosso contexto, de uma fábrica de tintas”, diz Jaap Kuiper, presidente da unidade de tintas de decorativas da Akzo. A última cidade a receber o projeto foi Paraty, no RJ, em fevereiro de 2012. Lá, 50 jovens foram treinados como aprendizes de pintor e integraram um time de mais 300 voluntários da Coral. No total, 77 casas tiveram suas fachadas renovadas: 43 do Centro Histórico, 33 do bairro carente de Ilha das Cobras e uma escola.

 

A seleção das cores passou pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os moradores participaram da escolha. Os 17 tons desenvolvidos pela Coral seguem a cartela de verde, vermelho, azul e ocre para os batentes das portas e janelas, e branco para as paredes – o padrão de Paraty.

 

O bairro do Bixiga, em São Paulo, foi o primeiro a receber fachadas mais coloridas, em 2009. De lá para cá, foram mais oito cidades: Rio de Janeiro, Olinda, Salvador, Porto Seguro, Porto Alegre, Florianópolis e Outro Preto. A próxima parada será João Pessoa, capital paraibana, em junho deste ano.

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