Empreendedoras de luxo lançam marcas populares

Casas e prédios de alto padrão a preços acessíveis? Essa é a proposta das empreendedoras de luxo que estão lançando novas marcas para atuar no setor de imóveis populares.

Por Da redação Atualizado em 20 dez 2016, 19h45 - Publicado em 18 jul 2008, 21h01

Aproveitando o aquecimento do mercado imobiliário, que se deu graças à diminuição das taxas de juros, facilidade de crédito e aumento do tempo de financiamento, as gigantes da construção apostam em novas marcas para conquistar esse novo mercado

Um título para uma foto sem titulo

Saiba quais as medidas das empreendedoras para diminuir o preço dos imóveis

Veja alguns empreendimentos econômicos lançados esse ano

A Cytec+, resultado de uma join venture das empreendedoras Cyrella e Tecnum, é uma das marcas que embarcou nessa tendência. A maior preocupação do diretor da empresa, Ricardo Luna, é atender às exigências cada vez maiores do consumidor que procura esse tipo de imóvel. “Constatamos que eles buscavam um padrão de qualidade e conforto maior do que o mercado oferecia”, conta. Daí o cuidado de fazer imóveis com menos unidades por condomínio e áreas de lazer mais amplas e completas. “O know how das grandes construtoras para criar edifícios mais confortáveis e, portanto, mais competitivos é fundamental”, explica Marcelo Junqueira, diretor executivo da Patrimônio Empreendimentos, que recentemente criou a marca Smile para entrar no mercado de empreendimentos populares. “Quem sempre fez produto econômico acha absurdo fazer a fachada que fazemos”, exemplifica. A Even também apostou nesse novo mercado com a marca Open, que lançou seu primeiro empreendimento no final de junho. E a Gafisa lançou duas marcas: Bairro Novo, em parceria com a Odebretch, e Fit Residencial. Os empreendimentos lançados por essas novas marcas ou empresas costumam ter de 40 a 90 m² e custam de R$ 60 mil a R$ 150 mil.

Essas novidades são tidas como positivas pelo arquiteto do escritório Espaço e Tempo e coordenador do curso de arquitetura do Mackenzie Valter Caldana. A classe C poderá agora adquirir sua moradia em condições de mercado e os subsídios políticos públicos poderão se voltar para as classes D e E. Mas ele atenta para a necessidade de investimento de capital imobiliário privado também no espaço público, como praças, calçadas e ruas, para que o desenho urbano fique tão bonito e agradável quanto esses novos empreendimentos.

 

Continua após a publicidade

1-) Preço do terreno

As empreendedoras costumam procurar terrenos próximos umas das outras, para que o preço do metro quadrado do terreno seja mais facilmente negociável. O preço do terreno é fundamental para que o apartamento possa ser vendido a preços populares.

 

Continua após a publicidade

2-) Estrutura pré-moldada

O uso de estruturas de concreto pré-moldado faz com que a obra seja mais barata e mais rápida, além de garantir maior precisão nos acabamentos e, portanto, menos desperdício.

 

Continua após a publicidade

3-)Custo da Obra

Planejamento é a palavra chave. Cada pedaço de cano e de cabo é medido previamente antes de o imóvel sair do papel.

 

Continua após a publicidade

4-)Acabamento Padronizado

O acabamento dos imóveis (portas, janelas, pisos, etc) é padronizado, mas sempre com a preocupação de não perder em qualidade.

 

Continua após a publicidade

5-)Relacionamento com fornecedoras

Por construírem um grande número de imóveis, as grandes empreendedoras possuem uma relação estreita com fornecedores de material de construção e acabamento. As marcas lançadas com foco em imóveis populares pegam carona nesses contatos e conseguem materiais de qualidade por preços competitivos.

Continua após a publicidade

Publicidade