Artista britânico faz escultura para maré baixa

Parte do festival Totally Thames, no rio Tâmisa, em Londres, o conjunto de esculturas ‘The Rising Tide’ só pode ser visto duas vezes ao dia, quando a maré está baixa

Por Mari Bruno Atualizado em 14 dez 2016, 11h14 - Publicado em 30 out 2015, 17h50
The Rising Tide

É quando a maré* do rio Tâmisa, em Londres, baixa que se pode admirar as esculturas que compõem a intervenção “The Rising Tide”, feita pelo artista britânico Jason deCaires Taylor para o festival Totally Thames (o nome do rio em inglês é Thames). Próximo do parlamento inglês, o conjunto de esculturas é composto por 4 pessoas montadas à cavalo – os animais tiveram suas cabeças substituídas por bombas de poços petrolíferos, o que configura o protesto do artista: “Trabalhando na conservação, estou muito preocupado com todos os efeitos associados com a mudança climática e com o estado de perigo em que nossos mares estão em no momento”, conta Taylor, conforme publicado no The Guardian. “Então, aqui eu queria uma peça que seria revelada com a maré e que trabalhou com o ambiente natural do rio Tâmisa, mas também fez alusão à natureza industrial da cidade e o seu foco obsessivo e prejudicial apenas no trabalho e na construção”.

The Rising Tide 2

“As figuras em ternos são ambivalentes à sua situação – eu queria criar esta imagem impressionante de um político em frente ao parlamento ignorando o mundo e a água ao redor dele. E eles estão sentados em cavalos que estão pastando, tirando o máximo que podem do solo”, completa o artista, criador do primeiro museu subaquático e participante da primeira galeria subaquática do mundo, o MUSA, em Cancun, e a Grenada Underwater Sculpture Park, no Caribe.

MUSA

*O motivo da maré do Tâmisa é pela proximidade ao mar do Norte. Mas isso não acontece por todo o Tâmisa – três comportas e uma represa, conhecidos como Teddington Lock, impedem que o movimento continue.

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