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Impedidas: mulheres que não podiam jogar futebol são homenageadas em museu

O Museu do Futebol e o Google se unem para expor histórias dos anos de futebol feminino proibido no Brasil

 (Reprodução/Casa.com.br)

38 anos. Esse foi o tempo em que, no Brasil, na França e na Alemanha, o futebol existiu apenas para homens. De 1941 a 1979, o esporte era proibido, por lei, de ser praticado por mulheres. Contudo, como é da natureza feminina resistir, muitas delas continuaram jogando e vivendo o futebol. Suas histórias, nunca antes contadas ou documentadas por órgãos oficiais, agora ganham o destaque merecido.

 (Reprodução/Casa.com.br)

Em busca das histórias e personagens que viveram esse período, o Museu do Futebol e o Google Arts & Culture  lançam o Museu do Impedimento, uma experiência digital colaborativa para retratar os anos de proibição do futebol feminino no país. Até o dia 23 de junho, qualquer pessoa poderá compartilhar documentos (vídeos, áudios, fotos e depoimentos) de suas coleções pessoais sobre o esporte, bastando apenas fazer o upload do material direto no site.

O site será lançado em branco, de forma a reforçar a falta de informação sobre essas mulheres e, gradualmente, receberá o conteúdo enviado pelos usuários. Especialistas do Museu do Futebol ficarão encarregados da curadoria desse material, que, ao fim do projeto, ganhará também uma exposição virtual na plataforma Google Arts & Culture.

Plataforma do Museu do impedimento

Plataforma do Museu do impedimento (Reprodução/Casa.com.br)

Lauren Pachaly, diretora de marketing do Google Brasil, reconhece a relevância da iniciativa. “Queremos dar visibilidade à importância de recuperar a história do futebol feminino no Brasil e garantir que um público mais amplo tenha a oportunidade única de conhecer as histórias dessas mulheres pioneiras que continuaram jogando bola mesmo nos anos de proibição e abriram as portas para as novas gerações”, ela explica.

“O Museu do Futebol acolheu com muito entusiasmo essa iniciativa pioneira do Google de fomentar uma plataforma digital e colaborativa para descobrir novos acervos sobre esse período da história pouquíssimo conhecido”, afirma Daniela Alfonsi, diretora de conteúdo do museu. “É uma iniciativa que faz com que o futebol se torne ainda mais importante para a história brasileira”, completa.

A plataforma terá alguns depoimentos de mulheres pioneiras no esporte, como Léa Campos, a primeira árbitra do mundo e presa 15 vezes durante os anos de proibição. Mariléia “Michael Jackson” dos Santos, artilheira do futebol brasileiro, também terá sua história contada no Museu do Impedimento.


A iniciativa ocorre em um momento especial para o futebol feminino: a Copa do Mundo está para começar. No dia 7 de junho, o torneio é aberto em Paris, por França e Coreia do Sul e, pela primeira vez  desde 1991  o mundial será transmitido no Brasil pela TV Globo.

Em paralelo ao Museu do Impedimento, no Pacaembu, será exposta uma mostra (desta vez, física) que homenageia a mesma temática. “Contra-ataque! As mulheres do Futebol” ficará em exposição no Museu do Futebol, do dia 28 de maio a 20 de outubro. As entradas custam R$15, com gratuidade às terças-feiras. Para mais informações, acesse o site do museu.

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