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Led X Oled: as diferenças entre os diodos emissores de luz

Agora, a iluminação pertence também ao universo da eletrônica. Quem mudou a cena foram os diodos emissores de luz, que já aparecem em lâmpadas e luminárias

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LED: este pequeno dispositivo é uma espécie de semicondutor

O que é:

 

Seu nome deriva do inglês light emitting diode, ou led. Trata-se de um pequeno ponto, do tamanho de um grão de areia, com capacidade de gerar luz através de fios condutores microscópicos por eletroluminescência (produção de energia luminosa quando os elétrons mudam de camada). O processo exige uma fonte de abastecimento.

Quais são as vantagens?

 

Basicamante, o tamanho reduzido, a vida útil (uma lâmpada com led dura 25 vezes mais que uma incandescente comum), a emissão reduzida de raios infravermelhos e nula de ultravioleta. A eficiência é alta: 90% da energia vira luz. Também pode funcionar em RGB, ou seja, numa gama enorme de cores. No descarte, não libera mercúrio, como as fluorescentes.

E as desvantagens?

 

O Brasil ainda não dispõe de regras que estabeleçam níveis específicos de temperatura de cor (na tonalidade da luz), índice de reprodução de cor e durabilidade, o que deixa produtos muito díspares no mercado. A norma publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) propõe as bases para uma normatização, ainda sem aprovação do Inmetro.

Principais aplicações

 

A iluminação feita com led propaga pouco calor no ambiente e vai muito bem para realçar obras de arte e outros itens que se estraguem com a incidência de raios UV. Os pontinhos aparecem em fitas luminosas e luminárias pequeninas (como balizadores) e recheiam lâmpadas de diversos formatos (inclusive imitações das tradicionais).

Vai acontecer em breve

 

“Com a melhoria tecnológica, os preços devem cair drasticamente”, avalia Georges Blum, presidente-executivo da Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação. Previsto para 2016, o banimento das incandescentes promete impulsionar mais a oferta das lâmpadas com led.

Palavra de especialista

 

“No Brasil, cerca de 10% da iluminação é feita com led, contra 80% no Japão”.

Vinicius Marchini, sócio e diretor da fabricante Brilia

 

OLED: a evolução do led emprega moléculas de carbono

O que é:

 

Um componente orgânico encapsulado entre lâminas de vidro batiza este outro diodo. Com a passagem da corrente elétrica, ocorre a eletroluminescência, assim como no led. A principal diferença é que o organic led não é um ponto, mas uma superfície. Já há opções com 2 mm – e o acionador caminha para espessuras igualmente reduzidas.

Quais são as vantagens?

 

Entre suas qualidades mais valiosas destaca-se, sobretudo, o fato de ser uma fonte luminosa plana, além da possibilidade de o oled ser produzido em versão maleável (com camadas de material plástico em vez de vidro) e/ou transparente (caso sejam utilizadas lâminas incolores). Como a luz se distribui pela superfície, não gera ofuscamento.

E as desvantagens?

 

Trata-se de uma tecnologia nascente. Os raros produtos que existem atualmente têm preços elevados, quando não inalcançáveis. Além disso, a capacidade de gerar luz do oled ainda é diminuta. O componente orgânico com que é produzido varia conforme o fabricante, porém, em todos os casos, oxida se exposto: precisa ser mantido num sistema selado.

Principais aplicações

 

As primeiras luminárias devem chegar em breve ao Brasil (ainda são raras, pois é preciso somar muitos oleds para garantir boa luminosidade). Até agora, o dispositivo tem sido aplicado em peças nas quais a necessidade de clarear é secundária, como lanternas decorativas e espelhos. Há protótipos na sinalização e no teto solar de automóveis.

Vai acontecer em breve

 

A perspectiva é que os oleds fiquem mais potentes e sirvam efetivamente à iluminação. Fala-se também em revestimentos (de móveis, paredes etc.) luminosos, e os fabricantes de eletrônicos trabalham no desenvolvimento de TVs ultrafinas, telas de celular e notebooks flexíveis.

Palavra de especialista

 

“O oled surgiu inspirado nos vaga-lumes, que ‘acendem’ devido a uma reação química”

Euben Monteiro Jr., vice-presidente da Philips para a América Latina

 

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