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Aquascaping: um hobby de tirar o fôlego

Respire fundo e dê um mergulho no paisagismo de aquários

 (Duc Viet Bui/Wikimedia Commons)

Quando se pensa em arte e arquitetura de paisagens, parques, praças e até pastagens podem vir à mente. Porém, existe uma matéria toda dedicada a um tipo de paisagem bem diferente, que se encontra em espaços subaquáticos. É o chamado aquascaping.

 (Microaquaticshop/Reprodução)

Esta arte de criar jardins submersos dentro de aquários combina arquitetura, escultura, pintura, organização paisagística e um cuidado especial com a fauna e flora que lá habita.

 (Microaquaticshop/Reprodução)

Indo de simples arranjos de madeira a elaborados ambientes de selva, os resultados são composições tão dinâmicas quanto contrastantes, com potencial para serem uma manifestação artística em qualquer ambiente interno.

 (Reprodução/Pinterest)

Projetos de aquascaping podem apresentar diferentes estéticas de acordo com uma gama de influências estéticas, incluindo o “estilo holandês” semelhante a um jardim e o “estilo da natureza” de inspiração japonesa. Mas antes de mergulhar em tipos e técnicas, descubra a história do paisagismo aquático.

Era uma vez na Inglaterra

 

 (Shirley Hibberd/Wikimedia Commons)

A história do aquascaping começa com a novidade do aquário no século XIX na Inglaterra da Rainha Vitória.

Em 1836, o médico inglês Nathaniel Bagshaw Ward propôs usar sua “Caixa Wardian” – uma das primeiras versões de um terrário – para abrigar animais tropicais, o que ele fez em 1841, utilizando plantas aquáticas e peixes de brinquedo.

Alguns anos depois, a zoóloga marinha e também britânica Anne Thynne construiu o primeiro aquário marinho estável e sustentável. Ela manteve nele uma coleção de corais e esponjas por mais de três anos. Logo depois, outro conterrâneo de Robert Pattinson Robert Warington realizou o experimento de colocar peixes dourados, enguias e caracóis em um recipiente de quase 50 litros.

De Londres para o mundo

 

 (Pawlikj/Wikimedia Commons)

A criação de peixes logo se tornou um hobby popular, particularmente após aquários ornamentais com estruturas de ferro fundido terem sido apresentados na Grande Exibição de 1851 – a vitrine internacional no Crystal Palace de Londres.

A mania dos viveiro submersos pegou rápido com a criação do primeiro aquário público do naturalista inglês Philip Henry Gosse no Zoológico de Londres. Foi Gosse quem cunhou o termo “aquário” em seu livro de 1854, The aquariums: an unveiling of the wonders of the deep water.

No final dos anos 1800, o interesse pelos viveiros submersos chegou na Alemanha e nos Estados Unidos, e mergulhou de vez nas casas após a Primeira Guerra Mundial, quando a eletricidade permitiu a introdução de iluminação artificial, aeração, filtração e aquecimento da água.

Quanto mais planta melhor

 

 (Shay Fertig/Wikimedia Commons)

Acompanhando a popularização dos aquários, a criatividade nos designs também se desenvolveram. Acredita-se que a arte do paisagismo aquático e o arranjo de plantas para criar viveiros artísticos foram introduzidas na década de 1930 na Holanda, com a introdução de técnicas de aquascaping no estilo holandês.

 (ScapeFu/Reprodução)

Deste modo pretendia-se imitar um jardim inglês densamente plantado, porém em baixo d’água – seguindo princípios de harmonia, profundidade e simplicidade. O estilo holandês gira principalmente em torno de plantas bem coloridas, de diversos tamanhos e texturas, enquanto evita rochas, troncos e outras ornamentações na cena.

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Entra o minimalismo japonês

 

 (Svdmolen/Wikimedia Commons)

Em contraste com o visual do país das tulipas, o fotógrafo, designer e aquarista Takashi Amano introduziu um novo estilo de paisagismo aquático na década de 1990.

Amano é autor de Nature Aquarium World, uma série de três livros sobre aquascaping, plantas e peixes de aquário de água doce. Em vez de jardins coloridos, suas composições se baseiam em técnicas de jardinagem japonesas e evitam a ornamentação artificial, em um esforço para destacar a beleza de paisagens naturais.

 (Marco Albuquerque/Wikimedia Commons)

Normalmente os aquários são organizados em torno de um único ponto focal, com arranjos assimétricos e relativamente poucas espécies de plantas. Também são combinadas pedras ou troncos cuidadosamente selecionados.

O estilo é amplamente inspirado no conceito estético nipônico de wabi-sabi – a apreciação da beleza “imperfeita, impermanente e incompleta”.

Diversos estilos para você escolher

 

 (Peter Kirwan/Wikimedia Commons)

Desde então, uma grande variedade de estilos, interpretações e técnicas se desenvolveram em toda a comunidade de aquascaping. O estilo iwagumi evoca formações rochosas japonesas e destacam o uso de grandes pedras e geometrias minimalistas.

Enquanto isso, o jungle-style incorpora características holandesas e japonesas, com as plantas deixadas livres para crescer, assumindo uma estética não aparada.

 (George Farmer/Wikimedia Commons)

Aquacapistas dedicados podem entrar em competições que são julgadas não só em composição, equilíbrio e uso do espaço, mas também pelo bem-estar biológico dos habitantes do aquário.

Amadores e profissionais podem se inspirar em inúmeros vídeos no youtube que compartilham tutoriais e técnicas de aquascaping.

*Via Designboom

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