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Sua parede pode estar te dando calor!

Arquiteta explica como as cores das paredes, tanto internas quanto de fachadas, influenciam na temperatura e na sensação térmica dos ambientes.

Por Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
22 jan 2026, 19h00 • Atualizado em 22 jan 2026, 21h45
Sua parede pode estar te dando calor! Projeto: Cafofo do Dani.
Paredes em Branco Neve ajudam a refletir melhor a luz e criam uma atmosfera visualmente mais leve e arejada | Projeto: Cafofo do Dani. (Derek Fernandes/Divulgação)
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  • O verão chegou com previsão de altas temperaturas em boa parte do país. E, enquanto os termômetros insistem em subir, o ritual se repete dentro das casas: ventilador e ar-condicionado ligados, janelas abertas, gelo no copo. Ainda assim, o calor parece não dar trégua. Mas e se parte desse desconforto tivesse relação com algo bem mais simples — e permanente — do que a previsão do tempo? Spoiler: as paredes entram nessa história.

    Não é impressão: as cores influenciam, sim, a forma como percebemos a temperatura dos ambientes. Tons claros e frios tendem a transmitir uma sensação visual de frescor, enquanto cores muito escuras ou quentes podem tornar os espaços mais carregados, mesmo quando a temperatura real não se altera.

    Azul claro e tijolinhos brancos criam atmosfera leve neste apartamento. Projeto de Casa Cururu.
    Projeto de Casa Cururu. (Luiza Schreier/Divulgação)

    Com isso em mente, a Suvinil — referência em tintas decorativas e atenta ao jeito de morar do brasileiro — selecionou cores que ajudam a amenizar a percepção de calor nos ambientes.

    No caso do branco, a explicação passa pela física: superfícies claras refletem mais a luz e absorvem menos energia do que tons escuros. Com isso, há menor retenção de calor nas paredes e uma sensação visual mais leve e iluminada. O efeito é sutil, mas perceptível, o ambiente parece mais arejado e confortável, sobretudo quando há boa entrada de luz natural e uma decoração de linhas mais leves.

    “O branco funciona muito bem no verão, mas o mais interessante é como ele serve de base para o restante do projeto. Ele potencializa a luz natural, valoriza texturas e permite brincar com tecidos, móveis e plantas sem sobrecarregar o ambiente. Quadros coloridos harmonizam muito bem nessa base mais branca, trazendo cor e alegria para as paredes, mas mantendo a cor principal mais fresca e suave. Em climas quentes, esse equilíbrio visual ajuda a casa a ‘respirar’ melhor”, comenta a arquiteta Natalia Salla.

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    Nos interiores

    Sua parede pode estar te dando calor! Projeto: Vanessa Ribeiro.
    No quarto, a combinação de Papel Picado e Barbante cria uma base clara | Projeto: Vanessa Ribeiro. (Thiago Travesso/Divulgação)

    Para quem busca a sensação de frescor, mas prefere ir além do branco, há boas alternativas. Tons claros e bem dosados também contribuem para ambientes visualmente mais leves e agradáveis, desde que preservem a luminosidade e não comprometam a percepção de amplitude. Quando bem escolhidas, essas cores ajudam a criar espaços mais equilibrados, arejados e confortáveis, mesmo nos dias mais quentes.

    Sua parede pode estar te dando calor! Projeto: Vanessa Ribeiro.
    No quarto, a combinação de Papel Picado e Barbante cria uma base clara | Projeto: Vanessa Ribeiro. (Thiago Travesso/Divulgação)

    É o caso deste quarto, pintado com dois tons queimados de amarelo que funcionam como neutros quentes. A combinação traz aconchego sem pesar, reflete bem a luz natural e mantém o espaço visualmente leve. O resultado é um ambiente confortável e arejado, que comprova que é possível, sim, amenizar a sensação de calor com cor, fugindo do branco absoluto.

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    Sua parede pode estar te dando calor! Projeto Duda Senna.
    Na sala, o azul claro Rio Danúbio cria um clima sereno e visualmente mais fresco, equilibrando conforto e luminosidade | Projeto Duda Senna. (Duda Senna/Divulgação)

    As cores frias também são aliadas quando a proposta é trazer mais conforto visual para os dias quentes. Azuis claros ajudam a criar uma atmosfera tranquila e equilibrada, associada à água e ao céu. Em versões claras, esses tons preservam a luminosidade do espaço e reforçam a sensação de leveza.

    “No Brasil, pensar em conforto visual não é uma decisão pontual, ligada a uma estação específica. Como o calor faz parte da rotina em muitas regiões, cores mais claras e equilibradas ajudam a criar espaços agradáveis ao longo do ano, independentemente da época. A pintura entra como uma escolha de longo prazo, que impacta o dia a dia. Mantendo a base mais branca e trazendo toques de azul, por exemplo, é uma ótima alternativa para trazer frescor para casa, principalmente nos tons mais suaves”, explica Natalia.

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    Nas fachadas

    Sua parede pode estar te dando calor! Projeto: Leila Viegas.
    Na fachada, os tons claros de Jambo e Marfim Nobre equilibram uma cromática quente e ajudam a manter a leitura visual leve e confortável ao longo do dia | Projeto: Leila Viegas. (Leila Viegas/Divulgação)

    Essa lógica não se limita aos espaços internos. A cor da fachada também influencia a forma como o calor é percebido na casa como um todo. Superfícies externas recebem sol direto ao longo do dia e, quando pintadas em tons claros, refletem mais luz e acumulam menos energia do que cores escuras. Mesmo dentro de uma paleta quente, optar por versões mais luminosas ajuda a reduzir a sensação de peso térmico e torna áreas externas e de transição mais agradáveis no uso cotidiano.

    Nesta fachada, rosa e bege aparecem em uma combinação suave, que adiciona cor sem sobrecarregar a leitura do espaço. O resultado é uma casa visualmente equilibrada, funcional no dia a dia e em sintonia com o clima brasileiro.

    “No fim das contas, a cor muda tudo: transforma a leitura do espaço, a sensação de conforto e a forma como a casa é vivida no cotidiano. É uma escolha simples, mas com impacto real na experiência de morar”, diz Sylvia Gracia, gerente de marketing, cor e conteúdo da Suvinil.

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    Quais cores evitar se você quer manter a casa fresca

    Quando a ideia é preservar uma leitura mais leve, algumas escolhas pedem cautela. Tons muito escuros como preto, grafite, marrom fechado e azul-marinho, absorvem mais energia e tendem a intensificar a sensação de peso nos ambientes. Isso vale para cores muito saturadas, especialmente em grandes áreas, como vermelhos profundos, laranjas vibrantes e amarelos fechados. Isso não significa que essas cores precisem ser descartadas, mas usadas com moderação, em detalhes ou pontos específicos.

    Azul claro e tijolinhos brancos criam atmosfera leve neste apartamento. Projeto de Casa Cururu.

    Dicas bônus

    Além da pintura, pequenos ajustes ajudam a reforçar o conforto no dia a dia: tecidos leves como algodão e linho, cortinas claras que filtram a luz sem escurecer os espaços, boa circulação de ar e uso equilibrado da iluminação artificial. Plantas também contribuem para uma atmosfera mais agradável. São escolhas simples que, combinadas, fazem diferença na forma como a casa é percebida ao longo do ano.

    “Quando a cor tem mais branco na composição, ela reflete melhor a luz e absorve menos energia. Isso ajuda a criar espaços visualmente mais leves e agradáveis no dia a dia. Em um país quente como o Brasil, essa é uma escolha simples que faz toda diferença”, finaliza a arquiteta.

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