Cloud Dancer Pantone: o branco que inspira a decoração de 2026
A tonalidade branca inaugura um novo momento na arquitetura e no design de interiores, unindo leveza e possibilidades criativas além do minimalismo.
A Pantone anunciou a cor do ano e causou um burburinho na internet. Isso porque, pela primeira vez, a escolha foi um tom de branco: o Cloud Dancer.
Leve e arejado, este branco abre espaço para composições criativas na arquitetura e na decoração. E engana-se quem pensa que usar a cor como base resulta, obrigatoriamente, em ambientes minimalistas. Cloud Dancer permite propostas ousadas, combinações cheias de personalidade e toques de cor, sem perder a sensação de calma e bem-estar que transmite.
Na arquitetura, o tom aparece como um aliado na criação de refúgios para desacelerar em meio à rotina agitada. Para o arquiteto Raphael Wittmann, do escritório Rawi Arquitetura + Design, a cor do ano 2026 remete à poesia e diz muito sobre o momento atual: “Depois de uma sequência de tons conectados à natureza como verdes, terracota, marrons e beges, chegamos a um branco-nuvem que também traduz essa busca por ligação com o natural”.
Para a arquiteta Cristiane Schiavoni, a motivação de dançar nas nuvens, como sugere a Pantone, é um convite à sutileza e um estímulo para incluirmos a leveza dentro de nós. “Saem de cena as cores pulsantes para investimos em uma paleta que, sem dúvidas, é atemporal”, analisa.
Mas como levar o Cloud Dancer para dentro de casa? A gente mostra:
Na arquitetura desta residência, localizada em São Paulo, o branco foi a cor escolhida pelo arquiteto Raphael Wittmann para a área externa e paredes no interior da casa.
Essa base entregou a tranquilidade almejada e possibilitou a inserção pontual de cores no mobiliário e nos elementos decorativos.
Na reforma deste apartamento de 60 m², a arquiteta Mari Milani aplicou o branco em diversas facetas na área social integrada.
A marcenaria planejada, o ripado que reveste a parede do hall de entrada, as banquetas e o efeito marmorizado da lâmina sinterizada da bancada comprovam que a cor tem muita personalidade.
Segundo a arquiteta Rosangela Pena, nada mais apropriado que o branco para realçar o clima campesino e de quietude para o projeto de um sítio localizado no interior de São Paulo.
Para uma família que mora na capital e tem a propriedade como um refúgio longe da metrópole, a cor prevalece nas paredes e na estrutura das terças, ripas e caibros que compõem o telhado.
No home office e biblioteca com um acervo com mais de 2 mil livros, a arquiteta Isabella Nalon elegeu o branco, que entrega uma ambientação serena para leituras, estudos e escritas.
No oratório de uma residência realizada pelos arquitetos Mariana Meneghisso e Alexandre Pasquotto, o branco inspira a paz e religiosidade durante os momentos de orações.





