Terrenos recuperados viram prédios residenciais

Em vários países, estes terrenos degradados atraem construtoras

Por Reportagem: Giuliana Capello 31 out 2011, 09h52 | Atualizado em 14 dez 2016, 13h00
Terrenos recuperados viram prédios residenciais Priorizar nos meus resultados Google
Um título para uma foto sem titulo

Em vários pontos do planeta, áreas degradadas, antes ocupadas por indústrias, passam por recuperação para dar lugar a edifícios residenciais. “O novo uso ajuda a revitalizar o espaço urbano”, diz Jaime Ohata, diretor da consultoria de meio ambiente Geoklock, de São Paulo. Na Europa, esse movimento é comum. O escritório americano Moore Ruble Yudell, por exemplo, aproveitou um local onde funcionava uma fábrica de carros, na cidade sueca de Malmö, e implantou ali um conjunto de prédios (foto acima). Antes trocou parte do solo contaminado com agentes químicos por terra limpa e incluiu no paisagismo plantas que absorvem substâncias tóxicas. Grandes construtoras paulistas também aderiram à onda. “Bem localizados e mais baratos, esses terrenos são bom negócio para abrigar imóveis de alto padrão e assim garantir retorno comercial do alto custo de tratamento”, fala Antonio Setin, presidente da construtora Setin. “O uso só é liberado diante de um plano de intervenção que garanta a segurança do futuro empreendimento”, diz Elton Gloeden, gerente de Áreas Contaminadas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Um título para uma foto sem titulo Na capital paulista, o condomínio Collina Parque dos Príncipes, construído pela Setin no lugar de uma antiga indústria, teve o uso do lençol freático proibido até para aguar o jardim.

Um título para uma foto sem titulo No projeto das arquitetas Adriana Levisky e Anna Julia Dietzsch, um antigo incinerador de lixo cedeu espaço à praça Victor Civita, recanto de lazer e cultura.

Para conseguir um parecer da prefeitura de São Paulo, que libera o uso da área comprometida, as construtoras são obrigadas a apresentar um plano de descontaminação. “Ele deve eliminar qualquer risco à população”, diz Rodrigo César Cunha, gerente de Gestão de recursos para Investigação e remediação de Áreas Contaminadas da Cetesb. Por lei, eventuais restrições de uso do solo ou da água subterrânea ficam registradas na escritura do imóvel e podem ser consultadas. “Antes da compra, verifique se o endereço integra uma lista de áreas comprometidas já reabilitadas”, indica. A da Cetesb pode ser conferida no site.

Publicidade