Eficiência energética: muita conversa e pouca ação

Para Harry Verhaar, diretor de eficiência energética da Philips, o incentivo mais intenso à troca de lâmpadas incandescentes por tecnologias mais modernas já seria uma ação com resultados impactantes para o meio ambiente.

Por Por Cristiane Komesu Atualizado em 20 dez 2016, 19h43 - Publicado em 27 ago 2009, 18h08
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“Temos que acordar: falar menos e fazer mais”, alerta Harry Verhaar, diretor de Eficiência Energética e Mudanças Climáticas da Philips Lighting, sobre a implantação de modelos energéticos mais eficientes na iluminação. O holandês, que morou no Brasil por cinco anos, acredita que os benefícios da eficiência energética têm efeito em três níveis: para os usuários, com despesas menores e melhor qualidade de luz; para o meio ambiente, com menos emissões de CO2; e para a economia, com menos custos e a criação de empregos verdes. Ele esteve em São Paulo em 26 de agosto de 2009 e conversou com jornalistas sobre essa questão.

De acordo com os dados divulgados pela Philips, 19% do consumo global de energia destina-se à iluminação. Das instalações destinadas a este fim, 75% ainda são antigas e pouco eficientes, com uso de lâmpadas incandescentes e à base de mercúrio. Se substituídas por tecnologias mais eficientes, como as lâmpadas leds, o potencial de economia é de pelo menos 40% do consumo global. “A boa notícia é que há diversas iniciativas neste sentido, mas ainda há muito por fazer e a velocidade da mudança não é suficiente”, afirma Harry. O incentivo à troca do tipo de lâmpadas, por exemplo, seria uma ação que daria grandes resultados.

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