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Como escolher pisos de madeira de demolição

Piso à moda antiga. Alguns apreciam as marcas de sua história, outros a ideia de resgatar um material fadado ao descarte. Veja como acertar na compra e na colocação da madeira de demolição e conheça as opções que imitam os sinais do tempo.

Por Por Deborah Apsan e Raphaela de Campos Mello Fotos: André Fortes
15 set 2010, 11h47 • Atualizado em 14 dez 2016, 11h40
  • Quando todos parecem ter olhos para o novo, ele surge na contramão. Proveniente de casarões e galpões antigos, encanta pelos vestígios impressos na superfície – riscos, veios profundos, restos de tinta. “A sustentabilidade fez despertar o interesse pelo reúso de madeiras que seriam descartadas”, diz o designer de interiores paulista Fábio Galeazzo. Muitos elegem o piso de madeira de demolição pelo aspecto rústico. “Deixa o ambiente aconchegante”, opina a arquiteta Karina Afonso, também de São Paulo. A intensa procura, inclusive, estimulou a indústria a criar exemplares novos que imitam a textura do material antigo. Clique nos itens abaixo para conferir as dicas de como comprar e instalar, depois encante-se com ambientes que exibem este belo piso.

    Compra segura

     

    Nesse cenário, é preciso atenção para não ser enganado e levar gato por lebre. Segundo Elias da Rosa, proprietário da Natufloor, de São Paulo, peças originais possuem furos de pregos, ranhuras inconstantes e bitolas diferentes. Por isso, é mais seguro adquirir o material antigo ou novo de empresas que respondem pelo revestimento e também pelo preparo, instalação e assistência técnica. Quem preferir arrematar o lote fechado de depósitos e demolições deve ter em conta uma perda de entre 15 e 30% (peças deterioradas, que acabam inutilizadas). Além disso, é preciso contar com um marceneiro de confiança, já que a instalação desse tipo de piso requer grande habilidade.

    Soluções sob medida

     

    Segundo o arquiteto paulista Fabio Levi, a madeira mais comum em demolições é a peroba-rosa de velhos pisos ou vigamentos. Estes últimos oferecem comprimento e bitolas maiores – e por isso mesmo costumam custar caro. Na percepção do arquiteto Gustavo Dias, especialista na renovação de construções históricas de Tiradentes, MG, a peroba é artigo escasso; o cedro, raríssimo. Ele trabalha usualmente com canela-parda e canela-preta. E, assim como outros profissionais, prefere repetir a função inicial: assoalho segue assoalho, viga continua viga. “Os pisos antigos são gastos de uma maneira própria, cuja beleza é difícil de reproduzir”, justifica. Vale lembrar que nesse mercado não existem apenas peças centenárias e espécies raras. Depósitos e casas em demolição também dispõem de madeiras extraídas mais recentemente, caso do ipê.

    Preparo cuidadoso

     

    Tudo começa pela limpeza (feita preferencialmente com máquinas de água e alta pressão, em vez de substâncias químicas corrosivas, que podem danificar a madeira). Uma vez secas, as réguas precisam ser aplainadas para ficar com a mesma espessura. Há quem utilize apenas a face desgastada pelo tempo. Outra opção é aproveitar também o lado liso para evitar perdas. Só então as peças são cortadas na lateral para ganhar encaixes do tipo macho e fêmea (o mais comum) ou empena (espécie de chanfrado). Se planejadas como junta seca, elas ficarão lado a lado, sem encaixes – de efeito mais rústico. Nesse caso, costuma-se dispensar posteriormente a massa de calafetação (aplicada no encontro das réguas) e adotar cera no acabamento. Todas essas tarefas cabem ao fornecedor do material, ao depósito ou ainda ao marceneiro e são feitas numa oficina. “Retiro os pregos e tampo os buraquinhos o mínimo possível, com massa F12 , para não alterar as características da madeira”, diz Getúlio José dos Santos, da Antigão Demolições, de São Paulo. Ele também tinge ou mantém restos de tinta, de acordo com o gosto do cliente. Se necessário, faz-se ainda a descupinização preventiva – embora espécies como peroba-rosa, ipê, canela e jatobá sejam naturalmente resistentes.

    Segredos da instalação

     

    O contrapiso precisa estar totalmente seco – no mínimo, 25 dias – e nivelado. “A umidade mancha a madeira”, alerta Elias da Rosa. Em nome da praticidade, cada vez mais usa-se cola do tipo PU ou epóxi para fixar as tábuas. Peças longas, de 2 a 5 m, pedem também bucha e parafusos de aço (além de cavilhas, acabamento que oculta a cabeça do parafuso). O piso pode ainda ser pregado sobre barrotes (base de madeira chumbada no contrapiso). Segundo o arquiteto Fabio Levi, esse é o método mais seguro e estável. “Mas o ambiente precisa acomodar 3 a 5 cm extras de espessura do piso, o que é raro em apartamentos”, alerta. Outra dica: como a madeira de lotes diferentes costuma apresentar variação de cor e medidas – ou mesmo de espécies -, é importante planejar a disposição das réguas no ambiente a fim de evitar zonas mais claras ou escuras. “E, quanto às emendas no comprimento das réguas, estude pontos discretos no ambiente para fazê-las, pois ficam feias se concentradas”, ensina o marceneiro José Antônio Frausto, da Wood Floor.

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    Acabamento e manutenção

     

    Para proteger a madeira, os profissionais indicam resina à base de água (do tipo Bona, Synteko Vitta, Skania). A opção prescinde do toque aveludado da cera, mas em compensação é inodora e não mancha em contato com água. Além disso, dispensa a enceradeira mensalmente. A versão fosca é a que menos altera o aspecto natural da madeira. E não se esqueça: “Pisos com sulcos fundos não são práticos onde vivem crianças e cães”, diz Elias.

    Onde Comprar

     

    Confira a seguir empresas que comercializam piso de madeira de demolição, indicadas por arquitetos de nove estados brasileiros.

    São Paulo

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    Hydrotech – tel. (11) 3832-1924, São Paulo.

    – Lauro Murakami – tel. (11) 3097-9812, São Paulo.

    O Relicário Antiguidades – tel. (11) 4412-4644, Atibaia.

    Velho Brasil – tel. (11) 3894-5700, São Paulo.

    Rio de JaneiroAroeira – tel. (11) 2513-1648, Rio de Janeiro.

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    – Arte Oficina Móveis e Madeira de Demolição – tel. (21) 2512-9704, Rio de Janeiro.

    – Galo Vermelho – tel. (24) 2222-5090, Itaipava.

    – Rio Novo Demolições – tel. (21) 2293-3395, Rio de Janeiro.

    Minas GeraisAtelier Isaura Kallas – tel. (31) 3541-6038, Nova Lima.

    – Francisco Rodrigues Antiguidades – tel. (32) 3355-1216, Tiradentes.

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    – Gustavo Dias – tel. (32) 3355-1702, Tiradentes.

    Hermes Ebanesteria – tel. (31) 3435-1455, Belo Horizonte.

    Lisboa Demolições – tel. (31) 3494-6240, Belo Horizonte.

    Espírito Santo

    Canto Encanto – tel. (27) 3235-9681, Vitória.

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    – Solar de Maria Demolições – tel. (27) 3227-9793, Vitória.

    – Zuccolotto Marcenaria – tel. (27) 3339-7645, Vila Velha.

    BahiaArmazém de Época – tel. (71) 3334-4425, Salvador.

    Garimpo do Brasil – tel. (71) 3379-8033, Salvador.

    – Nino Nogueira Decor – tel. (71) 3334-6760, Salvador.

    PernambucoAll Revest – tel. (81) 3326-5744, Recife.

    Marconi Chaves – tel. (81) 9971-1242, Recife.

    – Olinto Madeira Ecológica – tel. (81) 3075-3000, Recife.

    Paraná

    Arara Azul Móveis – tel. (43) 3251-0123, Cambé.

    Guaraúna – tel. (41) 3274-2814, Curitiba.

    – Regina Klass Movelaria de Demolição – tel. (41) 3015-3830, Curitiba.

    Santa Catarina – Mercatto – tel. (48) 3224-6652, Florianópolis.

    Pau Canela – tel. (48) 3338-2328, Florianópolis.

    – Usina das Artes – tel. (48) 3235-2422, Florianópolis.

    Rio Grande do Sul – Antiquário Terra Brasil – tel. (51) 3226-1686, Porto Alegre.

    Espaço do Piso – tel. (51) 3330-3063, Porto Alegre.

    – Forster Pisos de Madeira – tel. (51) 3028-0947, Porto Alegre.

    Luiza Pilau Estudio de Revestimento – tel. (51) 3222-0183, Porto Alegre.

     

    * Preços pesquisados em agosto de 2010. Os valores de instalação citados são referentes à cidade de São Paulo.

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