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Projeto de arquiteta, em Salvador, atenta para o sol e a salinidade

Nas reformas de apartamento da arquiteta Marta Aroucha, do CasaPRO, os materiais ressaltam a luminosidade natural e são protegidos contra os desgastes da maresia

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Foi difícil para Marta Aroucha escolher os projetos que queria ver aqui, nesta página. “Acho que esses dois apartamentos são bem acessíveis”, acabou por decidir-se. A profissional, que se formou em 2003, na Universidade Federal da Bahia, tem a preocupação de mostrar que todos podem (e devem!) contar com o trabalho de um arquiteto ou designer de interiores para morar melhor. Os apartamentos que você vê na galeria abaixo foram feitos para clientes com restrições orçamentárias. “Priorizo os materiais disponíveis na região e isso torna os projetos mais acessíveis”, conta. “E estou sempre muito atenta para o maravilhoso sol que temos aqui – ele precisa entrar e compor com a iluminação. Já a salinidade, que corrói tudo, precisa de cuidado especial”, diz. Só quando um cliente exige peças ou produtos que não podem ser encontrados, ela vai a São Paulo. Leia, abaixo, a íntegra da entrevista com Marta Aroucha, nossa arquiteta soteropolitanta, no Arquitetos do Brasil.

1. Quais são suas inspirações? Em quem você se baseia para realizar os seus projetos?

 

Minhas inspirações são a funcionalidade e o conforto, principalmente porque produzo mais projetos residenciais. Sempre levo em consideração o que o cliente quer, meu papel é transformar as “vontades” dele em um projeto exequível, coerente e acolhedor.

2. Qual é o fator local (referente à sua região) que interfere, ou seja, icônico na arquitetura/cultura da sua localidade?

 

O calor, umidade e a salinidade

3. O que não pode faltar na casa de um soteropolitano?

 

Conforto térmico, captação de luz natural (é uma dádiva conviver com a luz dessa cidade) e materiais resistentes à salinidade.

4. Como você costuma se atualizar? Através de revistas, cursos, viagens etc.? E quais são?

 

Estou cursando uma especialização MASTER EM ARQUITETURA no Intituto IPOG, que tem sido muito proveitoso. E a internet é minha fonte de atualizações e pesquisas.

5. O que compensa (ou não) trazer de outras regiões do Brasil ou do mundo em questão de materiais?

 

Minhas escolhas por materiais se baseiam em: estilo do projeto (gosto do cliente adaptado às tendências contemporâneas), exigências técnicas, ao custo-benefício (não adianta fazer um projeto que o cliente não possa bancar e mude a especificação, descaracterizando o projeto) e estou começando a ficar atenta aos produtos com selos de sustentabilidade. Em Salvador temos ótimos revestimentos – então, não compensa trazer de fora. Mas se o cliente quiser algum recurso mais específico (só como exemplo: um boxe redondo…) vamos ter que trazer de São Paulo.

6. O que frustra e o que te estimula na sua profissão?

 

Com certeza o que me estimula é o resultado final de um projeto-obra. O que me frusta é a falta de entendimento do cliente sobre limites do trabalho do arquiteto. A falta de comprometimento dos prestadores de serviço também é um ponto complicado.

7. O que todo mundo pensa quando você diz que é arquiteto, mas, que, na prática, não é verdade?

 

As pessoas costumam achar que arquiteto tem um trabalho glamouroso e que provavelmente está rico. O trabalho do arquiteto é 30% criatividade e 70% técnico, e essa porcentagem é aperfeiçoada com experiência principalmente em obras, pois é nesse ambiente que acontecem os erros ou o resultado dos erros de projeto. Também é ali que eu exercito o trabalho de cooperação com os profissionais e a relação com o cliente (que neste momento está uma pilha de nervos). Resumindo, os 70% do meu trabalho são desenvolvidos sem nenhum glamour.

8. Qual foi o último livro que você leu?

 

Estou lendo LATAM01 – Arquitetura Latino-americana Contemporânea, de Jeannette Plaut e Marcelo Sarovic. É o primeiro livro de uma série patrocinada pela Hunter Douglas com 50 projetos de arquitetura na Ámerica Latina de significância arquitetônica.

9. Você é a favor da reserva técnica?

 

Sou contra. Era uma prática que realizava, mas sempre tratando-a como um extra, me policiando para não deixar que as comissões fossem precedentes às especificações. Em arquitetura de interiores é uma prática muito consolidada, principalmente pelo incentivo do lojista. Após a resolução do CAU de proibi-la, resolvi parar totalmente.

 

Perguntas e respostas:

1. Niemeyer ou Lúcio Costa? Lucio Costa.

2. Pudim de leite ou Mousse de chocolate? Mousse de chocolate.

3. E o Vento Levou ou Dançando na Chuva? E o Vento Levou.

4. Chico Buarque ou Elis Regina? Chico Buarque.

5. Sushi ou Pizza? Hummm…pizza (mas adoro os dois pratos).

6. Atari ou Playstation? Atari.

7. Clarice Lispector ou Caio F. Abreu? Clarice Lispector.

8. Gato ou Cachorro? Cachorro (tenho dois…).

9. Android ou iOS? Android.

10. Paris ou Milão? Milão.

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Marta Aroucha é arquiteta, formada pela Universidade Federal da Bahia. Cursa, atualmente o Master em Arquitetura no Instituto IPOG, tem 38 anos, é casada e tem dois filhos – um deles, já na universidade. Conheça mais sobre seu trabalho:

 

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