Premiado: linhas despojadas e integradas à paisagem

Diálogo perfeito: o arquiteto paulista Angelo Bucci conquistou o Rio de Janeiro. Venceu o disputado concurso da midiateca da PUC-Rio e foi escolhido para projetar esta casa.

Por Por Lívia Pedreira Fotos: Nelson Kon Atualizado em 20 dez 2016, 23h18 - Publicado em 24 abr 2009, 01h46
Um título para uma foto sem titulo

Suas linhas despojadas, permeáveis às curvas deslumbrantes da paisagem, mereceram o prêmio O Melhor da Arquitetura 2008. Cariocas e paulistas seguiram trilhas distintas no modernismo. Os primeiros moldaram curvas impressionantes no concreto, mas não deixaram herdeiros. Já os segundos investiram no engajamento político, exaltaram os elementos estruturais e fizeram escola. Da FAU-USP saíram gerações de arquitetos, entre eles, Angelo Bucci. Paulista de Orlândia, expandiu as fronteiras de seu traço e de suas ideias. Professor convidado de universidades como Harvard e Veneza, projetou casas em Portugal e nos Estados Unidos com a mesma sensibilidade para apreender o lugar e ocupá-lo com linhas depuradas e elegantes. O despojamento desses espaços atraiu Paulo e Rosa, quando resolveram construir uma casa nos altos de Santa Teresa. Foi Rosa quem primeiro visitou o terreno. Entre entulho e ruínas de um sobrado sem história, a 50 m do nível da rua, avistou o Pão de Açúcar. Era simplesmente irresistível. O casal fechou o negócio e encomendou um anteprojeto a três profissionais – um deles, Angelo Bucci, descoberto em uma revista. Surpreso com o convite, o arquiteto foi conhecer o lugar e os clientes. Na hora de apresentar sua proposta, trocou o carro pelo avião e levou na bagagem uma caixa contendo a futura casa da família: uma maquete (acima) para mostrar claramente sua intenção de compor uma obra permeável à paisagem, exatamente como imaginavam os donos da casa. Não deixe de conhecer os outros projetos vencedores do prêmio O Melhor da Arquitetura 2008.

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