Petrópolis: cidade independente

Com novos prédios de apartamentos, o endereço atrai novos moradores ao bairro de colinas verdejantes e boa infra-estrutura

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 12h29 - Publicado em 9 jan 2007, 21h15

Tradicional e estruturado como uma pequena cidade, o Petrópolis sabe como manter seus moradores. “No bairro, existem muitas famílias que residem aqui há gerações”, afirma Gilberto Cabeda, vice-presidente de comercialização Secovi-RS/Agademi. Como o Plano Diretor permite edifícios de 14 andares ou mais na região, o cenário apresenta mudanças uma vez que antes era totalmente formado por residências. A congestionada Avenida Protásio Alves, a mais movimentada do bairro, também é um dos principais acessos. Núcleo de comércio e serviços, a via concentra escola, hospital, academias, supermercados e restaurantes. Também têm endereço por ali alguns dos clubes mais conhecidos de Porto Alegre, como Grêmio Náutico União e o tradicional Petrópolis Tênis Clube. O bairro Petrópolis começou a se formar na década de 1920. Ele se desenvolveu a partir do eixo viário conhecido como Caminho do Meio, que era assim denominado por se encontrar entre duas outras estradas rurais em direção aos atuais municípios de Viamão e de Gravataí. Tal caminho, hoje, corresponde à Avenida Protásio Alves. Em 1937, a criação da linha de bondes Petrópolis, pela Companhia Carris, consolidou a ocupação da área por famílias de classe média em ascensão. Dentre os primeiros habitantes, muitos deles alemães, destaca-se a figura de Willing Kuss, proprietário de terras, responsável por uma série de loteamentos que deram início ao processo de povoamento do Petrópolis. Pontos positivosRuas arborizadas

Infra-estrutura

Ponto negativo

Trânsito lento em algumas vias

Do avô aos netos

Morador do Petrópolis, o escritor Luis Fernando Verissimo ainda espera poder ver seus netos no bairro onde cresceu. “Foi a casa em que me criei, e meus filhos se criaram, e espero que meus netos, se aparecerem, a aproveitarão”, diz o escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo sobre a casa ampla, com quintal e churrasqueira, que seu pai, Erico Veríssimo, adquiriu em 1942. Apesar de não pensar em abandoná-lo e nem em trocar a casa pela segurança de um apartamento, Veríssimo reconhece os principais problemas do bairro: o movimento excessivo em algumas vias e construção de muitos prédios.

“Ainda é um bairro agradável, apesar de tudo”, declara.

Com cerca de 35 mil moradores, trata-se de bairro bastante heterogêneo, que abriga pessoas de padrões sócio-econômicos diferentes apesar da maior fatia pertencer à classe média alta. A renda dos responsáveis por família fica em torno de 20 salários mínimos. O bairro é procurado por família com filhos, pois oferece todas as facilidades reunidas, como creches e escolas, além de serviços e lazer, concentradas nos arredores da Avenida Protásio Alves.

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