Na praia, sem mofo, bolor, ferrugem…

E também sem muitos gastos. Parecia um sonho impossível, ainda mais com a alta do dólar na época da construção. Mas o arquiteto venceu o desafio em seu refúgio na praia

Por Redação Atualizado em 20 dez 2016, 22h24 - Publicado em 13 nov 2006, 16h37

Por que esta casa é econômica: projeto seguido à risca, laje com concreto usinado, acabamentos simples, compra em lojas próximas à obra

Projeto: Antônio Machado

Um título para uma foto sem titulo

Depois de quatro meses debulhando projetos, cronogramas e orçamentos, o arquiteto paulista Antônio Machado tinha uma visão clara de tudo que aconteceria na construção. Por isso, da aprovação ao Habite-se não houve nenhuma alteração, e a fidelidade ao orçamento foi exemplar. Ele conseguiu prever problemas e se livrar deles: quando o dólar começou a subir no início de 1999, o arquiteto antecipou a compra de todos os acabamentos da casa – que já estavam definidos – e não se abalou com a alteração do cenário econômico. Ao fazer suas contas, Machado percebeu que precisava abrir mão de alguns detalhes para viabilizar outros. Preferiu ardósia a mosaico português no quintal – e assim conseguiu investir em boas ferragens de latão, imunes aos efeitos da maresia. Poupou também comprando cerâmicas simples para áreas internas, não decoradas, e pôde erguer uma parede com elementos vazados de concreto, fundamentais para a ventilação.

 

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Pontos de economia:

Projeto seguido à risca: mudanças de curso significam

refazer trabalhos, demolir o que já está pronto e atrasar o cronograma. Um planejamento criterioso resultou em uma obra sem surpresas.

Laje com concreto usinado: o ganho acontece principalmente nos prazos, pois 100 m2 de laje são preenchidos em 45 minutos. Mesmo que o gasto com material seja ligeiramente superior, o arquiteto avalia que há maior controle de qualidade na mistura usinada.

Acabamentos simples: ardósia rústica no quintal e cerâmica econômica na casa toda minimizaram os custos. Compra em lojas próximas à obra: alguns depósitos no litoral apresentavam preços mais altos que na capital, mas eles não cobravam frete.

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