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Diante dos altos preços, comprar imóvel agora é um erro?

Internauta pergunta se os imóveis voltarão a ser vendidos a um preço menor daqui a dois ou três anos.

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Dúvida do internauta: Olá, moro em Belo Horizonte de aluguel. Estou procurando um apartamento para financiar. No entanto, a oferta é muito grande e os preços altos. A realidade da economia me assusta, pois sua perspectiva não é boa. Será que comprar nesse momento é um erro, pois os imóveis podem voltar a valores justos em dois ou três anos? Ou é melhor evitar o gasto com aluguel, pagando algo próprio?

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Resposta de Samy Dana:

Nos últimos anos, o governo adotou uma série de medidas de estímulo ao crédito que levaram o sistema bancário a baixar os requisitos para obtenção de financiamentos imobiliários.

Essas medidas contribuíram para o aquecimento do mercado imobiliário brasileiro e impulsionaram significativamente os preços dos imóveis, muito além do que pode ser explicado pelos fundamentos do setor.

Em vista disso, os preços vêm se apresentando muito elevados nas principais capitais brasileiras, o que não deve prevalecer a partir do momento em que os requisitos para obtenção de crédito se tornem mais rígidos.

A título de ilustração, um imóvel de 1 milhão de reais pode ser alugado, hoje, por volta de 4 mil reais, portanto por 0,40% do seu valor. Se esse dinheiro fosse colocado em uma aplicação conservadora, como um CDB, iria render em torno de 0,50% ao mês, ou seja, 5 mil reais.

Segundo esse raciocínio, comprar um imóvel não me parece a atitude mais acertada na atual conjectura do mercado de imóveis. É preferível deixar o recurso rendendo no banco e pagar aluguel.

Sugiro aguardar uma provável acomodação dos preços para comprar seu imóvel, uma vez que existem sinalizações de um novo ambiente para o setor.

(*) Samy Dana é Ph.D. em Business, professor da FGV e coordenador do Núcleo de Cultura e Criatividade GV Cult. É consultor de empresas nacionais e internacionais dos setores real e financeiro e de órgãos governamentais, além de autor de livros de finanças pessoais. Esta resposta foi escrita em parceria com Alex Del Giglio, economista pela Univerisidade de São Paulo (USP), com extensão em finanças pela ESC Bordeaux e mestrado em Administração pela FGV. Responsável pela área educacional da Prime Finance Investimentos AAI Ltda., com sede em Manaus.

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