Casa no interior paulista comprova a versatilidade do tijolo

Frequentemente associado a projetos intimistas e rústicos, o tijolo ganhou imponência nesta acolhedora casa paulista. O pé-direito de 6,80 m e os amplos vãos envidraçados reforçam essa impressão.

Por Por Deborah Apsan e Raphaela de Campos Mello Fotos: Carlos Piratininga Ilustrações: Fabio Flaks Atualizado em 20 dez 2016, 18h02 - Publicado em 20 out 2010, 12h21

Fruto da terra, o tijolo tem um pacto com a simplicidade. Ledo engano. A julgar pela altivez desta residência de 600 m², situada num condomínio em Sorocaba, a 84 km de São Paulo, o material é mais versátil do que a maioria supõe. Graças a ele, os donos e os três filhos desfrutam de uma morada contemporânea, ousada na implantação do pé-direito duplo (6,80 m), porém aconchegante. “Construções modernas correm o risco de se tornarem impessoais. Aqui, conciliamos as linhas marcantes ao clima intimista. O tijolo, elemento natural e rústico, foi essencial”, conta o arquiteto paulista Vitor Penha. Outra prioridade era incluir materiais de demolição. “Os tijolos vieram de um alambique desativado e as colunas de ferro da fachada de uma indústria centenária”, diz o profissional. Parte de um casarão mineiro, a peroba-rosa compôs o piso da sala, o painel da fachada, o guarda-corpo e o pergolado da varanda. Em contraponto à crueza desses elementos, aparecem no living as longilíneas esquadrias pivotantes de aço corten, feitas sob medida. “Realçam a amplidão do espaço e permitem que interior e exterior se integrem”, comenta Vitor. De fato, não se podia dar as costas à natureza que circunda o terreno de 1 000 m². Além de contar com o próprio jardim, a casa é vizinha de um bosque e de um campo de golfe. “O verde invade os ambientes a todo momento”, justifica o arquiteto.

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