Casa é construída para suportar o clima quente e úmido de Rondônia

Madeira, matéria-prima abundante no estado, é material utilizado no projeto. O responsável foi o arquiteto Marcus Leão, do CasaPRO

Por Marcel Verrumo Atualizado em 20 dez 2016, 17h54 - Publicado em 7 out 2014, 17h37
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O projeto desta casa no estado de Rondônia, encomendado ao arquiteto Marcus Leão, prima pelo contemporâneo e minimalista. Os proprietários eram um fazendeiro e uma designer, mais suas duas filhas. O pedido era uma casa bem iluminada e ventilada, onde os ambientes fossem integrados e funcionais, já que a família gosta de passar momentos juntos e acolhedores. “Como o lote não possuía grandes dimensões, a funcionalidade no aproveitamento do espaço também foi fundamental, o que que pode ser percebido na área da piscina”, informa Leão. Segundo ele, o projeto valorizou a bagagem do casal: o contemporâneo do estilo da esposa foi impresso nas formas retas da residência e, para lembrar a formação do marido, elegeu-se a madeira proveniente de manejo florestal e até réguas de curral, presente na fabricação da porta de entrada. “Acredito que a arquitetura deve ser feita de forma a satisfazer o sonho do cliente, mas com o valor agregado que só o arquiteto é capaz de imprimir através de uma estética contemporânea. A utilização de materiais adequados, o conforto e a funcionalidade, tudo aliado às questões financeiras devem estar alinhados e planejados”, finaliza o arquiteto de Rondônia do Arquitetos do Brasil.

 

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1. Quais são suas inspirações? Em quem você se baseia para realizar os seus projetos?

 

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Minhas aspirações são realizar uma arquitetura de qualidade e que respeite o cliente e também a cidade. A arquitetura deve refletir o seu tempo, portanto, busco referências em todos os momentos da história, mas sempre com um olhar contemporâneo. Os arquitetos modernistas são minhas grandes fontes de inspiração.

2. Qual é o fator local que interfere, ou seja, icônico na arquitetura/cultura da sua localidade?

 

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Em relação à região, sem dúvidas a questão de maior relevância está associada ao clima. A incidência solar e o excesso de umidade, aliados a uma amplitude térmica diária alta, interferem em muito no projeto. Em relação às questões culturais, a utilização da madeira é algo a ser considerado, já que essa matéria-prima ainda é abundante nessa região.

3. O que não pode faltar na casa de um morador de Rondônia?

 

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Com certeza uma área de varanda com bastante ventilação. A população que ocupou o estado Rondônia, em sua maioria, tem origem do sul do Brasil, talvez isso explique a existência da varanda com churrasqueira em quase todos nossos projetos residenciais.

4. Como você costuma se atualizar? Através de revistas, cursos, viagens etc.? E quais são?

 

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Costumo me atualizar através de artigos na internet, livros, revistas e feiras, mas, com certeza, o melhor mesmo é viajar e conhecer pessoas, cidades e arquitetura. A participação em Casa Cor também enriquece em muito nosso trabalho.

5. O que compensa, ou não, em questão de materiais, importar?

 

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Tendo em vista as facilidades da globalização em se ter os mais diferentes materiais, em determinados projetos importar pode ser interessante. Mas a utilização de materiais locais é sempre uma boa opção.

6. O que frustra e te estimula na sua profissão?

 

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O que frustra é ver obras, principalmente públicas, onde não se vê arquitetura de qualidade e com o mínimo de planejamento. Saber o quanto a arquitetura pode fazer bem à vida das pessoas e às cidades me estimula a buscar sempre promover a arquitetura.

7. O que todo mundo pensa quando você diz que é arquiteto, mas não é verdade?

 

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Pensam que eu sou capaz de fazer um projeto para ontem. Então, explico ao cliente que o projeto tem de ser feito, refeito, estudado e digerido; caso contrário, é só desenho e não arquitetura.

8. Qual foi o último filme/livro que assistiu/leu?

 

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O filme foi “Não pare na pista”, cinebiografia de Paulo Coelho. E o livro, “Pais brilhantes, professores fascinantes”, de Augusto Cury. Recomendo!

 

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9. Você é a favor da reserva técnica?

 

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Acredito que essa discussão deva ser aprofundada. Desde que as relações sejam claras, porque não?!

 

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Perguntas e respostas:

1. Oscar Niemeyer ou Lúcio Costa? A arquitetura de Oscar Niemeyer e o projeto urbanístico de Lúcio Costa.

2. Pudim de leite ou mousse de chocolate? Pudim de leite.

3. E o Vento Levou ou Dançando na Chuva? E o Vento Levou.

4. Chico Buarque ou Elis Regina? Ambos maravilhosos.

5. Sushi ou pizza? Pizza.

6. Atari ou Playstation? Atari.

7. Clarice Lispector ou Caio F. Abreu? “Abrace a sua loucura antes que seja tarde demais”, Caio Fernando Abreu.

8. Gato ou cachorro? Cachorro.

9. Android ou iOS? Android.

10. Paris ou Milão? Ambos.

 

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Marcus Leão é graduado pela Pontifícia Universitária Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em Arquitetura e Urbanismo. Pós-graduado em Arquitetura Hospitalar pelo Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS), de Porto Alegre. Este ano, participou da Casa Cor Mato Grosso pela terceira vez. Conheça mais seu trabalho:

 

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