Casa de concreto cheia de espiritualidade e contato com a natureza

Cercada por árvores nativas, esta casa no interior de São Paulo foi toda orientada para dar aos seus moradores o contato constante com a tranquila paisagem.

Por Texto Kátia Stringueto | Reportagem visual Tiago Cappi | Assistente Leninha | Design Carla de Franco | Fotos Marco Antonio Atualizado em 14 dez 2016, 11h30 - Publicado em 22 out 2012, 19h28
casa-de-concreto-espiritualidade-natureza

Quem chega à casa de Arthur e Heloisa Pugliese é recebido por uma atmosfera de paz. O espaço, projeto de Frederico Zanelato em parceria com o morador e amigo, também arquiteto, segueos princípios da sustentabilidade e é abraçado pelo verde. Tudo afinado com o estilo de vida do jovem casal. “Quando a Helô engravidou do João, começamos a pensar em dar uma qualidade de vida melhor a ele. Mogi das Cruzes era uma referência de tranquilidade para nós e não ficava muito longe da capital paulista. Como podíamos trabalhar com home office, sentimos que não fazia mais sentido ficar numa cidade grande”, conta o proprietário. Ele é cofundador da ONG Mestres da Obra, que leva arte a operários da construção civil. Ela trabalha com marketing cultural, ou, como prefere explicar, cria projetos bacanas para crianças e adolescentes carentes com o apoio de empresas responsáveis. Atuações profissionais singulares que enchem de reflexão o dia a dia da casa feita sob medida para uma família que respeita o tempo e o meio em que vive.

Alma aberta para celebrar a espiritualidade e a natureza

Um dos prazeres dos moradores está em fazer uma fogueira na mata e reunir os vizinhos. Hábito que costuma ser compartilhado depois da roda de oração semanal, uma reunião com música, mantras e estudos filosóficos. “Todos podem sugerir o tema. A única intenção é criar um momento para a conexão com a espiritualidade, com os outros e com a natureza. Já estamos comemorando um ano dessas rodas e isso nos faz muito bem”, conta Helô. “O encontro acontece alternadamente na casa de cada uma das famílias participantes”, detalha Arthur, que aprendeu com o avô, o médico e teólogo Ermelino Pugliese, a atitude respeitosa diante de diferentes religiões. A mesma convivência pacífica o casal demonstra na relação com o tempo. De manhã, por exemplo, uma espécie de saudação ao Sol acontece ainda na cama. “Eu não conseguia dormir no quarto sem cortinas, mas a Helô foi estimulando esse despertar. Hoje, é um grande prazer ser acordado pela luz do dia”, admite o marido. Basta olhar em volta para entender o porquê.

Continua após a publicidade

Publicidade