Cantareira: bem-estar junto à natureza

Quer realizar o sonho de morar cercado de verde? Siga para a Serra da Cantareira, em Mairiporã. Há lotes com bons preços; apenas observe as restrições para a construção

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 10h56 - Publicado em 4 dez 2006, 13h34

Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, a região não recebe abastecimento da Sabesp, mesmo sendo vizinha do maior reservatório de água da metrópole. Cada loteamento elabora um sistema para tratar água ou fura poços artesianos e cobra pelo serviço Construir em área de proteção de mananciais requer uma série de cuidados. Além dos rios e da represa, são intocáveis áreas verdes que constam do mapeamento de 1976, data da Lei de Proteção aos Mananciais. “São necessários, em média, seis meses para aprovar um projeto por lá”, estima Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). Além disso, para ter acesso a serviços e comércio, é preciso descer até Tremembé. Mas a natureza premia o esforço. Muitas casas tem vista para a represa de Mairiporã.

Positivos

Contato com a natureza

Segurança

Negativos

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Falta de serviços

Falta transporte público

“Só de pensar em ir à avenida Paulista dá tremedeira.” Em 1967, Sarah Hedeager trocou os Jardins, na zona sul da capital, pela Cantareira. “Não tinha telefone nem energia”, lembra. Sarah fazia pão e manteiga para compensar a ausência de padarias. Aos poucos o marido, o arquiteto Niels Erik Hedeager, criou infra-estrutura na Fazenda Thor. No começo dos anos 1970, os Hedeager venderam parte das terras ao empresário Washington Ramos, que lançou o loteamento Alpes da Cantareira. Viúva desde 1985, Sarah continuou fiel à região. “O mais longe que vou é até Santana. A gente vira bicho do mato”.

Sem carro numa boa

A jornalista Kelly Lubiato ficou dois anos sem carro no loteamento Sausalito. “Ônibus para o Tietê, só a cada duas horas. Precisava me organizar muito bem” Kelly trabalhava em casa, editando uma revista especializada em seguros, e conseguiu coordenar os horários de entrevistas com os do transporte. Mesmo depois de comprar um automóvel, continuou marcando os compromissos às 10h ou às 15h, para fugir dos piores horários do trânsito.

Muita gente que optar por morar em Mairiporã trabalha em Guarulhos, Osasco ou mesmo em São Paulo. Por meio de estradas como a Caieiras em 20 minutos alcança-se o Rodoanel, na estrada velha de Campinas. Dali, o caminho fica livre para chegar às rodovias Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Régis Bittencourt (BR 116). Há também migração de pessoas da zona norte de São Paulo, habituados ao clima mais ameno da região.

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