Belvedere: um bairro em dois tempos

Qualidade de vida é o ponto forte da região - e paga-se bastante por isso. Morar ali virou sinônimo de status na capital mineira

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 10h52 - Publicado em 4 dez 2006, 13h18

Na região que era um oásis de casas, erguem-se hoje a toda velocidade luxuosos edifícios. Inicialmente, os antigos moradores não gostaram da idéia, porém, com a intensificação do trânsito e da movimentação do bairro, vieram também o desenvolvimento do comércio local e a maior valorização dos terrenos. “Em termos de luxo e de infra-estrutura moderna, desde material utilizado até recursos tecnológicos nos prédios, é o melhor bairro da cidade”, afirma o vice-presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-MG), Paulo Tavares. O clima ameno, devido à proximidade com a Serra do Curral e à altitude, é um dos atrativos. Outro ponto forte é o comércio variado. Os serviços essenciais, como bancos, lavanderias e padarias concentram-se praticamente na avenida Luiz Paulo Franco. O ponto de encontro é a Praça da Coruja, ou Lagoa Seca, onde moradores fazem sua caminhada. “Acredito que a tendência em Belo Horizonte é a polarização dos centros. O Belvedere é um exemplo disso. Quem mora no bairro não precisa sair para fazer compras, divertir, levar crianças na escola”, argumenta o presidente da Câmara Mineira de Imóveis (CMI), Ariano Cavalcanti de Paula. Surgido na década de 1980, com o início da expansão de Belo Horizonte para a região Sul, o Belvedere era um belíssimo conjunto de ruas largas e tranqüilas, com casas de alto padrão e muita área verde. Lá, foi construído o primeiro shopping de Belo Horizonte, o BH Shopping, que, na época, era considerado muito distante do centro da cidade. O bairro fica no limite da capital com a cidade de Nova Lima – que abriga os mais requintados condomínios fechados da região metropolitana.

A segunda fase do Belvedere começou na década de 1990, quando a prefeitura mudou o coeficiente de habitação – área construída em relação ao tamanho do terreno. Isso significou a verticalização de um terço do bairro, em uma área ainda não explorada, próxima ao shopping.

Positivos

Clima ameno e agradável

Ruas arborizadas

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Comércio variado

Negativos

Poucas vias de acesso

Trânsito intenso

Os moradores das casas estão no local há mais tempo e, em geral, são famílias com filhos adultos, que privilegiam a qualidade de vida e espaço. Em média, um lote tem 500 m², segundo a Associação dos Moradores. Quem chegou mais recentemente para usufruir dos novos empreendimentos tem os privilégios da tecnologia e o conforto dos condomínios com amplas áreas de lazer.

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