Barra Funda: transporte e lazer

Os trilhos do trem que estimularam o crescimento industrial hoje apontam para um futuro que conjuga edifícios empresariais e residências

Por Redação Atualizado em 14 dez 2016, 10h52 - Publicado em 13 nov 2006, 13h59

Semelhante ao que viveu Tatuapé e Mooca há alguns anos, a Barra Funda renova-se. Com a saída das indústrias, os terrenos ficaram ociosos. Agora, o bairro pega carona na vizinhança cobiçada pelo mercado imobiliário – Pacaembu e Perdizes -, com a vantagem de preços mais baixos. A mudança do Complexo Judiciário Criminal Ministro Mário Guimarães para o local e a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo são sinais desses novos ventos. Antes concentrados nas grandes avenidas, os empreendimentos imobiliários agora transformam a região que faz divisa com Santa Cecília. Vilas e antigos sobrados convivem com modernos projetos de lofts e grandes condomínios que ocupam áreas de 10 a 30 mil m² e têm infra-estrutura de clube. Não faltam opções de lazer: Playcenter, Sociedade Esportiva Palmeiras, Shopping West Plaza e Memorial da América Latina. Boas escolas de ensino fundamental e médio somam-se ao ensino superior no Centro Universitário Nove de Julho (Uninove). Mas existe um porém: a área sofre com alagamentos nas avenidas Marquês de São Vicente e Francisco Matarazzo por estar próxima à várzea do Rio Tietê. A história do bairro passa pela linha do trem que ligava as cidades de Santos e Jundiaí. No início do século 20, os trilhos atraíram pioneiros da industrialização, como o conde italiano Francesco Matarazzo, que fincou suas fábricas junto das vias de escoamento da sua produção, vislumbrando ali uma área próspera. Mas, com a transferência de indústrias para outros bairros da cidade e para o interior do Estado na década de 1980, o burburinho deu lugar ao silêncio. Símbolo da industrialização, a Casa das Caldeiras também sofreu altos e baixos. Erguida nos anos 1920 pela família Matarazzo, ficou vazia com a migração das fábricas. Tombada em 1986 Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), ela voltou ao cenário. Dessa vez, como sede dos mais diversos eventos.

 

Positivos

Farta opção de transporte e lazer

Boa localização

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Negativos

Trânsito

Alagamento

 

Antes reduto industrial, o bairro agora chama a atenção de jovens, atraídos por empreendimentos tipo loft com preços mais acessíveis. Também têm comprado a idéia famílias de classe média que buscam qualidade de vida no conforto dos condomínios fechados, numa região bem servida de serviços, de fácil acesso e com abundância de transportes. Mas é preciso tolerar o perfil eclético da área: o número de danceterias nos arredores cresceu, e a quantidade de armazéns e galpões disponíveis favorece a realização de eventos culturais.

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