Apartamento de 140 m² ganha ambientes integrados e aconchegantes

Baseado em conceitos da arquitetura antroposófica, o projeto criou ambientes de convívio e bem-estar

Por Nádia Simonelli Atualizado em 14 dez 2020, 12h09 - Publicado em 15 dez 2020, 06h00
Mariana Orsi/Casa.com.br

Quando o casal de moradores deste apartamento entrou em contato com a arquiteta Danielle Otsuka, do escritório Lilutz Arquitetura, pediram uma reformulação completa – já que trata-se de um imóvel antigo. Apreciadores de arte e da Pedagogia Waldorf, eles desejavam ambientes que propiciassem bem-estar. E assim foi feito.

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Um dos principais desafios da arquiteta foi criar espaço para instalar o sistema de ar-condicionado. “Tivemos que readequar a elétrica e dimensionar tubulações por entre as vigas para alimentar as cinco máquinas existentes no projeto”, conta. Outro desafio foi solucionar o pé-direito, já que as alturas eram baixas para a passagem da tubulação. Assim, Danielle criou desníveis entre forro e laje, intercalando cores escuras e claras para ampliar e gerar elementos interessantes no projeto.

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Quanto à paleta de cores, a arquiteta trabalhou uma base neutra em tons de cinza, que inclui chumbo, grafite e prata, e alguns móveis coloridos, a exemplo do sofá quadriculado no living. Pinturas geométricas no corredor e quarto e ladrilho hidráulico estampado no piso da cozinha também adicionam toques de cor.

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“Levamos o conceito da arquitetura antroposófica de Rudolf Steiner para o projeto através de um layout fluido e totalmente integrado, projetando a casa como um organismo vivo e dinâmico, com a proposta das artes plásticas como parte integrante e importante”, afirma a arquiteta. Assim, living e cozinha se integram e os desníveis ajudam a setorizar os ambientes. Outro elemento que remete à filosofia de vida do casal é o sofá colorido da sala de TV, criado a partir de um colchão alemão antigo os moradores já tinham.

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O corredor foi projetado ter uma pegada galeria de arte e contar as histórias das viagens da família por meio de gravuras e quadros adquirido nas viagens. “Criamos uma pintura geométrica em anamorfismo, que consiste na criação de uma imagem, que quando vista de um ponto de vista especifico adquire proporções reais”, explica a arquiteta.

Em um dos quartos, a arquiteta criou um detalhe no forro gesso para a fixação do tecido para a prática de yoga e alongamento. Já para a suíte master, foram integrados dois quartos e Danielle criou um closet.

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