Alugar ou comprar?

A flexibilidade de mudar de endereço ou a segurança de um imóvel próprio? Conservador, o brasileiro médio prefere um pássaro na mão e fica com a solidez da casa própria

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 10h38 - Publicado em 1 dez 2006, 12h28

Quando o aluguel vale a pena

Isso depende do perfil da família – que não tem renda para contrair um empréstimo ou que considera importante a flexibilidade de endereço e tenha retorno de investimento acima do valor do aluguel. Na atual conjuntura, quem tem a partir de R$ 200 mil investidos no CDB ganha ao se manter como inquilino. “Além disso, os preços estão altamente competitivos”, avalia o economista Claudemir Galvani, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ele aponta ainda a tendência de baixa de juros no mercado do crédito imobiliário como vantagem para essa modalidade. “O próximo ano (2007) ainda será bom para o aluguel. Depois, as perspectivas de queda de juros aliadas aos melhores preços do financiamento devem inverter o quadro “, explica ele, que só pensa em adquirir a casa própria daqui três anos.

Quando a compra é a melhor opção

Ter a segurança de um patrimônio sólido é a maior motivação de quem realiza o sonho da casa própria. “No caso de falecimento do chefe de família, por exemplo, os financiamentos costumam ter um seguro para essas situações e o imóvel fica quitado”, comenta Claudemir. “Além disso, comprar uma casa, no entanto, é muito mais uma decisão de vida que um investimento financeiro”, completa o economista Fábio Gallo Garcia, professor da PUC-SP. Fábio faz questão de ressaltar a importância de organizar o orçamento familiar ao optar pela aquisição de um imóvel. “O ideal é ter um boa poupança antes de encarar o financiamento.” Para o vice-presidente do Secovi, o sindicato da habitação, João Crestana, o mercado está aquecido: “A demanda por imóveis a partir de R$ 100 mil tem aumentado”.

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