Plágio no design: Kartell vence batalha judicial contra falsificações

Marca italiana de design ganha ação que proíbe empresa chinesa de falsificar suas peças

Por Marcel Verrumo Atualizado em 14 set 2018, 00h58 - Publicado em 27 jul 2015, 17h05
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O designer Sergio Matos ficou desapontado: após investir cerca de R$ 25 mil e passar dois anos desenvolvendo o pufe Carambola – valor gasto em material, protótipos e divulgação -, deparou com fotos de peças quase idênticas ao estofado e, na mesma semana, descobriu que uma fábrica italiana estava produzindo mesas muito semelhantes à sua, batizada Galho. Quando o assunto é plágio, Matos não está sozinho e integra um leque extenso de profissionais com trabalhos falsificados, como contamos na reportagem Plágio no design: precisamos falar sobre o assunto, publicada no casa.com.br.

O lado positivo dessa história é que, recentemente, divulgou-se uma boa notícia na área: a marca italiana Kartell venceu uma batalha contra falsificações na China. A luta começou há dois anos quando o presidente da grife, Claudio Luti, decidiu inaugurar a primeira flagship store da empresa em território chinês. Mais do que se adaptar aos gostos dos locais, os executivos estavam conscientes de que enfrentariam um mercado dominado por falsificações de produtos. O temor não era sem razão: segundo dados da Organização Mundial das Alfândegas, em 2012, 65% das imitações do mundo (cerca de 44,4 milhões de itens) foram apreendidas na China e em Hong Kong.

A Kartell, então,  resolveu adotar tolerância zero em relação ao plágio e, recentemente, conquistou sua primeira vitória: as cadeiras Papyrus e Frilly não serão mais fabricadas pela empresa Taizhou Donhong Fourniture Manufacture Co. Ltda, que opera por um website oficial e possui showrooms espalhados pelo país. O acordo determina que a companhia pare a fabricação e a comercialização dos modelos, destrua os moldes, reembolse as despesas gastas, receba multa por cada futura violação e forneça informações sobre outras concorrentes chinesas ativas na falsificação de produtos da marca italiana. “A guerra continua – de fato, ninguém tem nenhuma ilusão sobre isso – mas, para a Kartell essa é realmente uma vitória”, reconhece Cesare Galli, dono da advocacia que assessorou a Kartell.

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