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Parque dos Príncipes: muito verde

Coroado por farta vegetação, o Parque dos Príncipe exibe apenas casas. Localizado na divisa com Osasco, o lugar é bem cuidado pelos moradores, que zelam para manter a qualidade de vida conquistada

Um título para uma foto sem titulo

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No princípio era o barro, o escuro e o mato. Há mais de 20 anos, o casal de empresários René e Ana Maria Lopes se mudou para o Parque dos Príncipes: “Meus filhos pequenos andavam a cavalo e chegaram a se perder na mata. Levávamos vida de fazenda dentro de São Paulo”, lembra Ana Maria. Com a urbanização, o local perdeu o jeito de interior, mas ainda há muitas áreas verdes e segurança. Organizados como num condomínio, os moradores votaram e aprovaram a instalação do Colégio Albert Sabin – mas se arrependeram ao se deparar com uma enxurrada de carros vindos de outras regiões por conta da escola. Em 2004, o loteamento foi classificado como zona estritamente residencial, uma conquista da associação de bairro, também responsável por manter as praças e a vigilância em dia. O acesso às regiões vizinhas se dá pelas avenidas Politécnica, Corifeu de Azevedo Marques e pela Rodovia Raposo Tavares. Nas duas últimas, concentram-se serviços e comércio. O acesso tende a ficar mais facilitado com a inauguração da linha 4 do metrô (República – Vila Sônia), prevista para 2010. No final dos anos 1930, o Conde Luís Eduardo Matarazzo escolheu a região para construir um campo de golfe de nove buracos, o São Francisco Golf Club, clube privado de 363 mil m². A família mantém várias propriedades particulares no distrito, como a Capela Cidade de São Francisco. Ocupando hoje o lugar de uma antiga fazenda de criação de búfalos da família, o Parque dos Príncipes começou a ser loteado nos anos 1970. O adensamento foi lento porque os herdeiros do conde Francisco Matarazzo não comercializavam mais do que cinco lotes por mês. As ruas eram de barro e não havia luz. “Quando mudei para o Parque dos Príncipes, há mais de 20 anos, uma grande área ainda era ocupada pela criação de búfalos”, conta a moradora Maria das Graças Zanardini.

 

Positivos

Áreas verdes

Segurança

Facilidade de acesso

 

Negativos

Distância de centros empresariais

Faltam opções de cultura e lazer

 

“Aqui tenho segurança”

Há 12 anos no Parque dos Príncipes, Tereza Kaneko elogia a tranquilidade do lugar. Durante a década em que ela, o marido e os três filhos moraram na Vila Sônia, sua casa foi assaltada três vezes. Ocorrências desse tipo são raras no Parque, policiado por carros de segurança particulares. Em seu vasto jardim, Tereza mantém horta e flores. “Mesmo sendo uma ilha verde, temos acesso fácil a supermercados e shoppings por estarmos próximos a Osasco, à Raposo Tavares e à avenida Politécnica”, diz.

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