O diário de viagem de Giovani Bonetti na Austrália

À grande admiração pela qualidade de vida da Dinamarca se soma, agora, a descoberta da bem-sucedida renovação que modernizou várias cidades desse país da Oceania

Por Por Giovani Bonetti, arquiteto Atualizado em 20 dez 2016, 22h34 - Publicado em 23 set 2014, 20h56
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Desde que eu e Taís Marchetti, minha mulher e sócia, nos formamos, as viagens ao exterior têm sido constantes. Graças a um intercâmbio profissional na Ilha de Malta, há tempos, integramos um grupo de amigos formado de muitos dinamarqueses. Hoje, até nossos filhos participam dos encontros anuais, que ocorrem na Dinamarca, no Brasil ou em outras partes do planeta. Nossas referências de arquitetura e urbanismo foram moldadas no convívio com profissionais do país escandinavo que tanto apreciamos – uma sociedade na qual a cidadania é exercida em seu grau máximo. Lá, arquitetura e urbanismo são pensados para as pessoas. Em 2013, nossa filha mais velha decidiu fazer intercâmbio na Austrália. No começo, a distância nos assustou, mas fomos seduzidos pela possibilidade de buscá-la no final e conhecer um país que, a princípio, estava fora de nosso radar. Foi uma viagem surpreendente! Iniciamos por Melbourne, cidade descolada, a mais fashion de todas, que soube se reinventar. Ao estimular o uso misto das construções, requalificar a infraestrutura e trazer vida ao centro, tornou-se referência mundial de transformação urbana. Impressiona a qualidade de seus espaços públicos, com projetos como o Victoria Harbour. Depois, visitamos Sunshine Coast, mais ao norte. A costa reúne natureza exuberante e cidadezinhas com admirável estrutura nas praias, conectadas a parques cujo núcleo acolhe clubes de surfistas. O surfe é o esporte nacional, praticado por dez entre dez australianos. Em Brisbane, nova surpresa: uma praia artificial no meio de um parque. Já Sydney nos encantou com sua fantástica ópera, marco da arquitetura moderna. Em todos os lugares, havia transporte público de qualidade e incentivo a bicicletas e circuitos a pé. Como na Dinamarca, lá, a cidadania tem valor.

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