Aprenda a lidar com as frustrações

Terapeuta existencial ensina a ter flexibilidade para lidar com decepções e superar imprevistos

Por Raphaela de Campos Mello Atualizado em 14 set 2018, 11h51 - Publicado em 10 Maio 2012, 20h16
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Hoje em dia, prevalece a noção de que podemos criar a nossa realidade. “Nós acreditamos que podemos controlar tudo, o que é uma ilusão. Quando compreendemos isso, nos frustramos profundamente”, comenta Dulce Critelli, filósofa e terapeuta existencial.

Diante da decepção inevitável, sobretudo numa sociedade consumista que preza a saciedade imediata dos desejos, a solução para alguns é frear a máquina de produzir anseios. Dessa forma, evitam a dor da frustração. “Alguns indivíduos passam a não mais desejar. Apenas aceitam as coisas como elas são ou, então, se obrigam a querer aquilo que a vida traz, acreditando que Deus ou o destino assim determinou.”

Para Dulce, essa saída de emergência desemboca na supervalorização do “eu”, postura que resulta em prepotência e isolamento. Um grande equívoco, já que, segundo ela, a transformação só se efetiva mediante a ajuda dos nossos pares. “Temos de estabelecer parcerias com as pessoas. Apenas por meio da colaboração podemos atingir nossos objetivos”, propõe a filósofa.

Esse pacto, ela avisa, não só dá trabalho, como exige paciência e humildade. “Temos de ter determinação para nos mantermos em nossos propósitos e flexibilidade para lidar com os imprevistos, e também com a aceitação ou recusa do outro”, pondera.

Por acaso ou por uma série de coincidências armadas pelo destino, estamos vivos e devemos continuar alimentando nossos sonhos e desejos.

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