Ambientalista reinsere plantas nativas em metrópoles

O ambientalista Ricardo Cardim não se cansa de rastrear espécies nativas em vias de extinção, para reinseri-las na vida de nossas metrópoles

Por Reportagem visual Carolina Diniz Atualizado em 14 dez 2016, 11h02 - Publicado em 21 out 2013, 18h07
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Ele cresceu num típico apartamento paulistano, entre o concreto e o asfalto. Mas sempre adorou o verde e, ainda na infância, recolhia sementes para plantar pela cidade. “Sou fascinado pelas espécies do Cerrado e da mata Atlântica e, já naquela época, não entendia por que as árvores de São Paulo não tinham nada a ver com aquilo que eu estudava e admirava”, conta. Em 2007, criou um blog que alimenta até hoje, o arvoresdesaopaulo.wordpress.com, onde posta curiosidades botânicas da história da metrópole e tenta defender nossa biodiversidade. Essa atitude extrapolou o virtual em 2009, quando fazia mestrado na Universidade de São Paulo (USP) e resolveu limpar e explorar uma área abandonada no campus. “Descobri um museu vivo ali, uma paisagem remanescente de Cerrado, com arbustos, árvores frutíferas e flores raras. Essa mesma vegetação achei depois em outro terreno no Jaguaré, na região oeste.” Foi atrás dos meios oficiais até conseguir a atenção para os locais como reservas de preservação. Algumas daquelas mudas antigas e quase extintas Ricardo reproduz agora em viveiro para aplicar nos telhados e paredes verdes de sua empresa de paisagismo sustentável, a Sky Garden. “Essa foi a forma que encontrei de colocar meu objetivo em prática: resgatar nossa diversidade vegetal original nos centros urbanos.” Próximo passo? Neste mês, Ricardo abre as portas de uma loja na capital para vender e propagar o valor dessas preciosidades.

 

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