Água Branca: futuro promissor

Na área de passado industrial, a construção de prédios comerciais anuncia a mudança de perfil

Por Da redação Atualizado em 14 dez 2016, 10h37 - Publicado em 10 nov 2006, 16h53

Na avenida Francisco Matarazzo, os 135 mil m² do Parque da Água Branca traz um pouco de verde à cinzenta paisagem. Usufruído também pelos habitantes das Perdizes, ele vive repleto de crianças encantadas com as exposições de animais e o modesto parque de diversões. Aos sábados pela manhã, os adultos aproveitam para comprar alimentos orgânicos. Mais adiante, na mesma avenida, quatro torres se destacam no horizonte baixo de galpões, junto da linha do trem. É o Centro Empresarial Água Branca, símbolo de um novo tipo de ocupação que começa a mudar o perfil do bairro. A expectativa é de que a construção de edifícios comerciais estimule a vinda de serviços e pessoas para morar perto do trabalho. Localização estratégica, oferta de terrenos, abundância de transporte e baixo povoamento estimulam o crescimento do bairro, que, provavelmente, será verticalizado. A história do bairro passa pela linha do trem que ligava as cidades de Santos e Jundiaí. No início do século 20, os trilhos atraíram pioneiros da industrialização, como o conde italiano Francesco Matarazzo, que fincou suas fábricas junto das vias de escoamento da sua produção, vislumbrando ali uma área próspera. Mas, com a transferência de indústrias para outros bairros da cidade e para o interior do Estado na década de 1980, o burburinho deu lugar ao silêncio. Símbolo da industrialização, a Casa das Caldeiras também sofreu altos e baixos. Erguida nos anos 1920 pela família Matarazzo, ficou vazia com a migração das fábricas. Tombada em 1986 Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), ela voltou ao cenário. Dessa vez, como sede dos mais diversos eventos.

 

Positivos

Farta opção de transporte e lazer

Boa oferta de terrenos para futuros edifícios de condomínios

Continua após a publicidade

Boa localização

 

Negativos

Trânsito

Alagamento nas regiões mais baixas

Vizinhos do verde “Mudamos para cá por causa do Parque”, conta Paulo Meirelles, presidente da Associação de Ambientalistas e Amigos do Parque da Água Branca. “Costumava visitar exposições de animais com meu pai”, lembra. Ele, a mulher, Cândida Mendes, e o filho, Gabriel, saíram da Vila Mariana para a Água Branca com a intenção de ficar mais próximos do trabalho na Associação. A família faz compras e se diverte na região, evitando ir para outros bairros. “Por morarmos em uma rua atrás do parque, ouvimos cavalos relinchando e galos cantando de manhã. Preciso dizer que me sinto no interior?”, pergunta Cândida.

Continua após a publicidade

Publicidade