Tira-dúvidas: vidro ou policarbonato para cobrir o gazebo?

Entenda os aspectos técnicos dos materiais antes de decidir a cobertura transparente do seu projeto

Por Da Redação Atualizado em 9 set 2021, 13h33 - Publicado em 23 jan 2017, 13h06

Cobrir o gazebo ou o jardim de inverno com um teto translúcido mantém a sensação de integração ao exterior, ao mesmo tempo que protege o local de intempéries.

Durante a maior parte do dia, a cobertura fica exposta à radiação solar – composta de 1 a 5% de raios ultravioleta (UV), de 41 a 45% de luz visível e de 52 a 60% de infravermelho (IV). O ultravioleta não representa calor nem luz, mas deve ser evitado porque degrada e altera a cor dos materiais. A luz visível garante claridade natural, porém seu excesso pode cansar. Já o raio infravermelho é uma fonte de calor não captada pelo olho humano.

Quando escolhida corretamente, a cobertura consegue controlar as três radiações conforme as necessidades do ambiente e da região. Um parâmetro que ajuda a avaliar tecnicamente os materiais está no coeficiente de sombreamento, índice que varia entre zero (sombra) e um (sol), indicando quão sombreado e fresco ficará o local protegido.

Vigas e pilares metálicos com pintura anodizada preta compõem o pergolado. O teto é de vidro 8 mm e o piso foi montado com ripas de madeira plástica. (Foto: Renato Velasco)

O policarbonato e o vidro laminado, ambos com tratamento refletivo ou de retenção de infravermelho, são as soluções com os melhores desempenho térmico e controle da luz para esse uso.

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Leve, o policarbonato aceita estrutura delgada (mais barata), tem instalação simples e pode ser curvado a frio na própria obra. Ultrarresistente a impactos (até 250 vezes mais do que o vidro laminado), ele não propaga chamas e é autoextinguível. Consegue suportar a temperatura máxima de 120 °C sem estragar.

À exceção das plantas em vasos, nada deste jardim foi planejado. “Deixei a natureza tomar conta”, diz a paisagista Renata Tilli sobre a área verde de sua casa. Ela encomendou à Bambu Carbono Zero a armação de 3,50 x 3,50 m com forro sombreador (evidenciado com stain branco, como os pilares) e cobertura de policarbonato. (Foto: Cacá Bratke)

Em contrapartida, o vidro laminado, composto de duas chapas unidas por uma película de polivinil butiral (PVB), é seguro porque não estilhaça nem se desprende caso quebre, além de oferecer grande durabilidade. Ao misturar dois tipos na lâmina dupla, multiplicam-se as possibilidades de composição do material – se uma delas for de vidro refletivo, o conjunto ainda oferece ótimo desempenho térmico. O PVB barra 99,6% dos raios UV e constitui eficiente barreira acústica, diferencial em dias de chuva. Além disso, o vidro é fácil de manter, resiste à abrasão, não amarela nem deforma quando submetido a altas temperaturas. A desvantagem: por ser pesado, exige estrutura robusta (mais cara) para sustentá-lo.

Marcio Moraes, arquiteto

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