Reforma cria jardim interno no apê

Para acompanhar o pique dos moradores, este imóvel paulistano se despiu dos excessos e incorporou boas ideias de materiais e aproveitamento de espaço

Por Texto Lara Muniz | Visual Mayra Navarro Atualizado em 9 set 2021, 14h05 - Publicado em 10 mar 2016, 09h00

Antes de passar pela reforma planejada pelo arquiteto Décio Navarro, o apartamento paulistano dos anos 80 entregava a idade. “O projeto original tinha quatro banheiros em 88 m², algo impensável para quem deseja viver com praticidade atualmente”, avalia o profissional. A distribuição compartimentada também ia contra o sonho dos futuros moradores, ansiosos por um espaço amplo e confortável para receber amigos. Do escopo da obra, constava abrir a cozinha, eliminar um banheiro, substituir esquadrias, inserir um lavabo, compactar a lavanderia, instalar o sistema de ar-condicionado, remodelar a sala, abrir espaço para um jardim de inverno e incluir a complexa marcenaria, desenhada nos mínimos detalhes. Coragem! 

“Quando compramos, tudo no imóvel datava da época da construção. Além do excesso de banheiros, ele precisava de uma boa manutenção, para dizer o mínimo. Acabamos jogando a maior parte dele abaixo”, recorda a nutricionista Fernanda Reis, que divide o teto com o namorado, o publicitário Ricardo Rabello.

Seis meses se passaram do início da obra até a ida do casal para o novo endereço – prazo que, embora considerado curto para tantas alterações, foi controlado diariamente. “A demolição é a parte mais rápida. Colocar as coisas de volta no lugar leva tempo”, recorda a moça, entre risos. Das mudanças pautadas, todas se cumpriram, mesmo com obstáculos no caminho. A derrubada da parede da cozinha, por exemplo, se deu apenas parcialmente. “Encontramos oportunidades onde havia problemas. Na divisória que não pudemos eliminar, cavamos um nicho para uma lareira. Ela será bem aproveitada no inverno”, conta Décio. Já as demais soluções, como você verá a seguir, estão sendo postas à prova agora mesmo. “Eu tinha um olhar arquitetônico nota zero. Só sabia que queria receber bem. Hoje vejo as pessoas aqui, à vontade, e penso que deu tudo certo”, resume a moradora, feliz.

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