Pousada na Sardenha tem ares de casa de campo

Há 13 anos, Marzia Sacchi trocou Milão e a vida de aeromoça pela pacata ilha, na Itália. Assim, a sensação é de estar sempre de férias!

Por Marcia Carini Atualizado em 9 set 2021, 11h18 - Publicado em 3 abr 2018, 10h00

O norte da Sardenha abrigou os pastores gallureses. Com hábitos diferentes dos demais habitantes da ilha, esses homens não eram nômades. Eles se fixavam em casas-currais retangulares, onde dormiam os animais e toda a família. Sempre que um filho se casava, um novo quarto era adicionado ao polígono original. Foi um desses stazzi, palavra em italiano para definir tais construções, que Marzia decidiu transformar em lar – quando também deixou para trás a vida quase nômade de aeromoça.

A paisagem de Luogosanto é campesina, mas o mar está a apenas 15 km. Guido Barbagelata/Divulgação

 

Só o jardim exige manutenção frequente. Mas as plantas (cisto, santonina, aroeira, buganvília, sálvia, alecrim…) estão acostumadas ao clima seco. Guido Barbagelata/Divulgação

Embora datassem do século 19, ela encontrou em bom estado as grossas paredes de granito encaixado sem argamassa. Só com a ajuda de trabalhadores locais, restaurou a casa de 90 m² preservando suas características: por dentro paredes caiadas, forro de bambu, pisos de cimento queimado. Hoje, a área central de sala e cozinha serve os dois quartos. Um deles é de Marzia. O outro pode ser reservado por no máximo duas pessoas. “Vivo perto da natureza autêntica, sem televisão, faço um trabalho que amo e tenho tempo para mim. Minha sensação é de que estou sempre de férias.” Os hóspedes do seu Bed & Breakfast Stazzo Chivoni buscam esse perfume de vida paradisíaca no http://www.bbsardinia.it.

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Cores? Apenas branco e azul. A cada dois anos, é preciso calafetar e repintar madeiras e paredes internas. Guido Barbagelata/Divulgação

 

Marzia é responsável pela decoração. “Trago para cá galhos de bela forma ou objetos que encontro na praia.” Guido Barbagelata/Divulgação

 

Só no norte da Sardenha encontra-se
granito, aqui valorizado no trabalho de mestres anônimos. O resultado é duradouro e pede pouca manutenção. Guido Barbagelata/Divulgação
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