Cobertura envidraçada se abre para a Lagoa Rodrigo de Freitas

Neste apartamento dúplex, o quebra-quebra foi geral – especialmente no andar de cima, transformado numa caixa de vidro cercada de vistas arrebatadoras

Por Texto Simone Raitzik | Projeto Felipe Lobão e Flavia Martins Atualizado em 9 set 2021, 14h06 - Publicado em 22 fev 2016, 18h15

O diálogo dos arquitetos Felipe Lobão e Flavia Martins com o proprietário desta cobertura começou antes mesmo da aquisição do imóvel. Apresentados por uma amiga em comum, os três logo identificaram suas afinidades estéticas e entenderam que qualquer possível obra que viessem a empreender juntos teria tudo para dar certo. Na época, o jovem procurava algo bem especial: uma moradia com vista que proporcionasse a sensação de amplidão. Algo único, diferente e específico, como um loft envidraçado. “‘Sem frescuras’ era nosso lema. O projeto teria arquitetura bem masculina, com personalidade de sobra”, define Felipe. Depois de visitar vários endereços em potencial, ele indicou a compra deste generoso dúplex, que oferecia boas possibilidades para a reformulação da planta. “Quando entrei aqui pela primeira vez e deparei com um ambiente escuro, atravancado, dotado de colunas gregas mal posicionadas e uma escada desproporcional no meio da sala, fiquei feliz da vida – poderíamos colocar tudo abaixo sem culpa. Dei a maior força para o cliente fechar negócio porque ali tinha jogo e uma ótima base”, lembra ele.

A sugestão inicial apresentada invertia a posição do terraço, deixando-o mais beneficiado pela vista. “Detalhamos tudo, entretanto a prefeitura não aprovou o layout por causa do alinhamento da fachada do prédio. Acabamos mantendo a piscina e o pergolado nos fundos, como era originalmente, porém montamos uma caixa de ripas de pínus a fim de proteger o espaço do olhar dos vizinhos e torná-lo mais aconchegante”, explica o arquiteto, que desenvolveu a proposta com Flavia e com a colaboração de Danielle Pereira. Na parte de baixo, a configuração passou por muitos ajustes. Dos quatro dormitórios, dois se juntaram para virar a suíte principal, e os restantes funcionam agora como escritório e quarto de hóspedes. “A escada, no estar, atrapalhava a circulação. Refizemos a distribuição com a ajuda de um calculista, que inseriu vigas metálicas no ambiente e redesenhou a estrutura dos degraus. Eles parecem flutuar, mas foram moldados com uma chapa de ferro interna para ter sustentação”, revela Felipe. 

O resultado, depois de tanto quebra-quebra, traz espaços que apostam na total integração ao entorno e refletem o jeito, o universo e o estilo de vida do proprietário. “O processo foi extremamente fluido porque todos sabiam aonde queriam chegar. A parceria foi perfeita”, arremata.

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