Casa de campo suspensa é prática e teve custo barateado
Banhada pelo Sol durante todo o dia, esta construção em Gonçalves, MG, é cercada pela paisagem verde da Serra da Mantiqueira
Por Letícia de Almeida Alves
Atualizado em 7 mar 2024, 21h43 - Publicado em 7 mar 2024, 13h00
Erguida com pilares
e vigas de garapeira e
paredes de tijolos de barro,
a construção tem parte
implantada no nível mais
alto do terreno e parte
suspensa sobre pilotis,
avançando sobre o declive.
No desencontro entre as
duas águas do telhado,
uma abertura propicia a
entrada de luz natural.
(Divulgação/Eduardo Pozella)
Continua após publicidade
Logo pela manhã, o sol entra de mansinho na sala, assim que toca o alto do telhado de duas águas, onde uma abertura com caixilhos estrategicamente posicionada entre elas dá passagem aos primeiros raios.
Conforme as horas passam, a claridade banha toda a construção repleta de transparências que convidam o verde deste refúgio mineiro na Serra da Mantiqueira a fazer parte do interior.
No período da tarde, o sol penetra pelo terraço coberto, o que ajuda no conforto térmico da casa, já que as temperaturas são extremas na região. Ali fica a mesa confeccionada pelo marceneiro Aristeu Pereira da Costa com cadeiras da Tok&Stok. (Divulgação/Eduardo Pozella)
Suspensa, a casa de 82 metros quadrados repousa delicadamente sobre o terreno acidentado e avança sobre ele, tirando o melhor proveito do declive e da paisagem ao redor.
Continua após a publicidade
Quando abertas, as portas de correr integram interior e varanda. Nesta, as réguas de garapeira tratada do piso foram niveladas com o cimento queimado da sala. (Divulgação/Eduardo Pozella)
“Uma parte fica implantada no platô e a outra se projeta em direção ao desnível do lote, como se o ampliasse. É uma estrutura mista, em que pilares e vigas de concreto sustentam a laje do piso enquanto os mesmos elementos, feitos de madeira, suportam as paredes de alvenaria e o telhado”, explica a arquiteta Cristina André, autora do desenho.
Com tesouras de garapeira aparentes, o estar comporta caixilhos de alumínio (Alumiglass Brasil) com 2,55 m de altura, que emolduram as montanhas. (Divulgação/Eduardo Pozella)
Continua após a publicidade
Concebido seguindo soluções, métodos construtivos, materiais e mão de obra locais, o refúgio não só enalteceu elementos regionais como o tijolo de barro maciço e o cimento queimado como teve seu custo barateado, totalizado em R$ 250 mil.
Na fundação da residência, foram utilizadas sapatas de concreto com brocas para apoio dos pilares quadrados que sustentam a laje treliçada do piso e o deck de garapeira (CRS Madeiras). (Divulgação/Eduardo Pozella)
Continua após a publicidade
“Nós queríamos uma casa bonita, ensolarada e o mais em conta possível. E que fosse prática e eficiente: como é suspensa, fica livre da umidade”, conta a proprietária Denise Silveira Mathias, que frequenta Gonçalves há 12 anos, mas só em março de 2016 conseguiu iniciar a obra tão sonhada ao lado do marido e do filho de 11 anos.
Feitos de alvenaria e cimento queimado cinza-claro, a lareira e o banco lateral com nichos para livros e objetos (45 cm de altura) formam um bonito conjunto com o piso, cuja massa recebeu pigmento ocre. (Divulgação/Eduardo Pozella)
Pronto em janeiro deste ano, o refúgio seria alugado por um ano enquanto uma segunda propriedade pudesse ser finalizada para receber os moradores. Porém, tal ideia vem sendo adiada à medida que eles se apaixonam cada vez mais pelo lugar e suas montanhas.
Continua após a publicidade
1/5 A cozinha, delimitada pela bancada de concreto com mesinha de freijó (0,41 x 0,75 x 1,89 m) encaixada no tampo, ganha amplitude com o forro que acompanha a inclinação de 30% do telhado. A parte mais alta alcança 4,70 m e a mais baixa fica a 3,60 m. Cadeiras azuis da Oppa. (Divulgação/Eduardo Pozella)
2/5 Para a suíte do casal, foi projetada uma laje como arremate do armário e um pé-direito mais baixo, de 2,20 m. Assim, a área superior se transformou em um pequeno mezanino. (Divulgação/Eduardo Pozella)
3/5 O cimento queimado cobre o piso e as paredes do banheiro até o boxe, com 1,90 m de altura. Acima, as paredes ganharam massa corrida e tinta branca. A bancada de freijó acomoda a cuba da Deca. (Divulgação/Eduardo Pozella)
4/5 O fechamento do peitoril, com cabode aço fixado nas pranchas de garapeira,propicia transparência ao conjunto e deixaa vista livre. E o balanço preso a uma dasvigas é um convite para brincar, como fazo pequeno Felipe, da família do caseiro. (Divulgação/Eduardo Pozella)
5/5 Voltada para o leste, a lateral onde fica o deck descoberto se beneficia da suave luz da manhã enquanto o terraço sob o forro e a área social, para oeste, se aquecem com o sol da tarde. Área: 82,40 m²; fundação: Paulo Afonso de Souza; construção e projetos elétrico e hidráulico: Ronaldo Donizeti Pereira; madeiramento e marcenaria: Aristeu Pereira da Costa; paisagismo e luminotécnica: Cristina André. (Ilustração/Campoy Estúdio)
Newsletter
Dicas, inspirações e notícias sobre decoração, arquitetura, jardinagem e organização para sua casa. Quem mora, precisa! Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter