ABEA quer suspensão dos cursos de arquitetura à distância

Para a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), a graduação precisa de acompanhamento presencial em laboratórios, ateliers e canteiros experimentais

Por Da Redação Atualizado em 9 set 2021, 13h27 - Publicado em 6 fev 2017, 11h33

Com uma carta aberta divulgada no dia 26 de janeiro, a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA)  questionou a metodologia dos cursos EAD (ensino à distância) alegando que “da mesma forma que a Medicina e o Direito entre outras importantes profissões, [o curso de Arquitetura e Urbanismo] tem seu exercício regulamentado por relacionar-se com a preservação da vida e bem-estar das pessoas, da segurança e integridade do seu patrimônio, e da preservação do meio ambiente”. Ainda segundo o documento, a formação em Arquitetura e Urbanismo exige acompanhamento presencial e uma relação professor-aluno que não pode ser alcançada em cursos totalmente à distância.

Fundada há mais de 40 anos, a ABEA ainda afirma que atua na busca por novos métodos e modelos pedagógicos no ensino da profissão e que reconhece os avanços na área de educação à distância, se propondo a participar dos debates públicos sobre o alcance e a limitação desse tipo de curso nas áreas de conhecimento que exigem “formação teórico-prática”.

No final do documento, a entidade convida professores, alunos e toda a sociedade civil a participar desse debate e solicita a suspensão imediata dos cursos à distância de Arquitetura e Urbanismo. “A ABEA entende que o convívio presencial é fundamental para a vivência e o questionamento do próprio espaço”, diz o documento.

A carta completa você encontra no site da instituição: ABEA

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