Arquiteto Raphael Wittmann compartilha dicas de layout, móveis, iluminação, materiais e cores para criar uma sala de estar confortável e aconchegante.
Por Redação
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22 dez 2025, 13h00 • Atualizado em 22 dez 2025, 13h05
Planejamento, mobiliário, iluminação e acabamentos fazem toda a diferença no ambiente mais acolhedor da residência. Vale também apostar em peças de design nacional, como Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi e Alessandra Delgado, apresentados no projeto acima. (Rafael Renzo/Divulgação)
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Introdução
Transforme sua sala de estar no coração da casa! O arquiteto Raphael Wittmann revela os segredos para criar um ambiente funcional e acolhedor, abordando layout, iluminação, integração de espaços, escolha de cores e texturas, e pontos focais que refletem a personalidade dos moradores.
Principais Tópicos
A sala de estar é, para muitos, o coração da casa. Geralmente, é nesse espaço que a família se reúne, que os convidados são recebidos e onde os moradores relaxam no dia a dia. Por isso, sua configuração vai muito além da simples disposição de móveis: envolve escolhas de layout, iluminação, materiais, texturas, cores e elementos de design que expressam o estilo de vida de quem ali mora. Mas como esse conjunto é elaborado na arquitetura de interiores? Para responder a essa questão, nada melhor do que acompanhar alguns dos resultados alcançados pelo arquiteto Raphael Wittmann, à frente do escritório Rawi Arquitetura + Design.
O layout como ponto de partida
Segundo o profissional, a configuração da sala começa com a análise do espaço disponível, considerando a lista de móveis que comporão o ambiente. Para Raphael, na sala de estar não podem faltar:
Sofá: define a área de convivência e precisa oferecer conforto para o uso cotidiano. Pode ser em L, reto, ilha, com chaise ou até modular, dependendo da proposta e das características do espaço;
Poltronas ou cadeiras de apoio: proporcionam assentos extras, como um canto de leitura ou descanso para compor com o sofá ou para receber convidados;
Mesa de centro: além de seu design, ajuda na decoração como suporte para objetos, livros, bebidas e alimentos;
Rack, painel, estante, prateleira ou aparador: organizam livros, eletroeletrônicos, plantas e demais objetos decorativos;
Tapete: delimita a área de estar, pode trazer cor e oferecer aconchego visual e acústico;
Mesas de apoio e laterais: úteis para apoiar luminárias, livros ou uma bebida, como uma xícara de café ao lado do sofá.
O arquiteto enfatiza que a sintonia nesse conjunto deve respeitar a proporção e a escala. Um sofá demasiadamente grande em uma sala compacta gera sensação de aperto, enquanto móveis pequenos demais em áreas amplas denotam a percepção de vazio. “Sem esse ‘caminho do meio’, a harmonia e o acolhimento se perdem”, avalia. O profissional também chama a atenção para o formato dos ambientes: salas quadradas permitem layouts simétricos, enquanto as retangulares pedem soluções lineares. Já em áreas compactas, um sofá reto, acompanhado de poltronas soltas, pode resolver o conforto sem sacrificar a circulação. “Não adianta apenas pensar na estética; a configuração precisa respeitar a rotina dos moradores para ser, de fato, funcional”, completa.
Iluminação que valoriza
É claro que a iluminação natural é sempre bem-vinda para o estar, mas apostar em uma combinação com fontes de luz artificiais garante versatilidade ao espaço. Para Raphael, é possível combinar um plafon central que distribui a luz de forma uniforme, enquanto luminárias de piso ou abajures inserem luz para momentos de descanso. Ele ainda destaca que a luminotécnica deve dialogar com o décor. “A luz precisa contar uma história junto com os móveis e revestimentos. Uma iluminação bem projetada transforma completamente a percepção do ambiente.” Ele também recomenda as luzes indiretas: “aquela iluminação no teto cheio de spots já está ultrapassada; invista nas luzes indiretas, como abajures, pendentes e arandelas para criar um espaço mais acolhedor e confortável”.
A amplitude gerada pela integração de ambientes é muito valorizada hoje em dia. A conexão da sala de estar com outros ambientes, como sala de TV, varanda, cozinha e até área gourmet e quintal, valoriza o espaço de convivência devido à sensação de leveza e continuidade.Em projetos contemporâneos, a ligação direta com a varanda é um recurso bastante valorizado. Painéis de vidro, por exemplo, permitem que a luz natural adentre a sala, além de trazer maior conexão entre o exterior e o interior, valorizando a vista e o paisagismo.Em geral, Raphael pontua que tons neutros como bege, cinza e off-white sempre funcionam como bases leves, enquanto cores intensas podem aparecer em pontos estratégicos como almofadas ou quadros.O arquiteto sugere ainda a valorização de texturas presentes na madeira, linho, couro e veludo como estratégias para conferir camadas visuais e táteis. “O uso inteligente delas é o que dá alma à sala de estar. Muitas vezes, uma composição simples, mas bem escolhida, transmite mais do que uma decoração carregada de informações”, pondera.
Pontos focais criativos
Embora, muitas vezes, a TV esteja presente na sala de estar, ela não necessariamente precisa ser o ponto de atenção. O incremento de uma lareira, uma adega ou um canto de leitura é uma possibilidade complementar aos projetos. Entretanto, a decoração e os livros são o que conecta a sala à vida de quem mora ali. Quadros, fotografias, esculturas e lembranças de viagens transformam o espaço em narrativas de vidas. Além disso, a presença de plantas favorece o frescor, a vitalidade e ajuda na qualidade do ar.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A sala de estar é, para muitos, o coração da casa. Geralmente, é nesse espaço que a família se reúne, que os convidados são recebidos e onde os moradores relaxam no dia a dia. Por isso, sua configuração vai muito além da simples disposição de móveis: envolve escolhas de layout, iluminação, materiais, texturas, cores e elementos de design que expressam o estilo de vida de quem ali mora.
Mas como esse conjunto é elaborado na arquitetura de interiores? Para responder a essa questão, nada melhor do que acompanhar alguns dos resultados alcançados pelo arquiteto Raphael Wittmann, à frente do escritório Rawi Arquitetura + Design.
O layout como ponto de partida
Neste apartamento assinado pelo arquiteto Raphael Wittmann, um detalhe chama atenção logo de cara: a obra de arte colocada na parede onde está o sofá. (Juliana Deeke/Divulgação)
Segundo o profissional, a configuração da sala começa com a análise do espaço disponível, considerando a lista de móveis que comporão o ambiente. Para Raphael, na sala de estar não podem faltar:
–(Rafael Renzo/Divulgação)
Sofá: define a área de convivência e precisa oferecer conforto para o uso cotidiano. Pode ser em L, reto, ilha, com chaise ou até modular, dependendo da proposta e das características do espaço;
Poltronas ou cadeiras de apoio: proporcionam assentos extras, como um canto de leitura ou descanso para compor com o sofá ou para receber convidados;
Mesa de centro: além de seu design, ajuda na decoração como suporte para objetos, livros, bebidas e alimentos;
Rack, painel, estante, prateleira ou aparador: organizam livros, eletroeletrônicos, plantas e demais objetos decorativos;
Tapete: delimita a área de estar, pode trazer cor e oferecer aconchego visual e acústico;
Mesas de apoio e laterais: úteis para apoiar luminárias, livros ou uma bebida, como uma xícara de café ao lado do sofá.
Na reforma deste apartamento antigo, com 70 m², o arquiteto Raphael Wittmann aproveitou a sala de estar, com formato corredor e que dá acesso à área íntima e a varanda, para constituir o layout com sofá, poltrona com apoio para os pés e uma estante onde estão expostos itens decorativos e o acervo de livros dos moradores | Projeto Rawi Arquitetura + Design. (Juliana Deeke/Divulgação)
O arquiteto enfatiza que a sintonia nesse conjunto deve respeitar a proporção e a escala. Um sofá demasiadamente grande em uma sala compacta gera sensação de aperto, enquanto móveis pequenos demais em áreas amplas denotam a percepção de vazio. “Sem esse ‘caminho do meio’, a harmonia e o acolhimento se perdem”, avalia.
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–(Juliana Deeke/Divulgação)
O profissional também chama a atenção para o formato dos ambientes: salas quadradas permitem layouts simétricos, enquanto as retangulares pedem soluções lineares. Já em áreas compactas, um sofá reto, acompanhado de poltronas soltas, pode resolver o conforto sem sacrificar a circulação.
“Não adianta apenas pensar na estética; a configuração precisa respeitar a rotina dos moradores para ser, de fato, funcional”, completa.
No projeto desta casa, as esquadrias de vidro fornecem uma conexão única com o exterior e inundam o espaço com luz e ventilação natural | Projeto Rawi Arquitetura + Design. (Juliana Deeke/Divulgação)
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É claro que a iluminação natural é sempre bem-vinda para o estar, mas apostar em uma combinação com fontes de luz artificiais garante versatilidade ao espaço. Para Raphael, é possível combinar um plafon central que distribui a luz de forma uniforme, enquanto luminárias de piso ou abajures inserem luz para momentos de descanso.
Ele ainda destaca que a luminotécnica deve dialogar com o décor.
–(Juliana Deeke/Divulgação)
“A luz precisa contar uma história junto com os móveis e revestimentos. Uma iluminação bem projetada transforma completamente a percepção do ambiente.” Ele também recomenda as luzes indiretas: “aquela iluminação no teto cheio de spots já está ultrapassada; invista nas luzes indiretas, como abajures, pendentes e arandelas para criar um espaço mais acolhedor e confortável”.
Super conectada à natureza, essa sala se abre para um deck de madeira e se projeta em direção a uma exuberante área verde | Projeto Rawi Arquitetura + Design. (Rafael Renzo/Divulgação)
A amplitude gerada pela integração de ambientes é muito valorizada hoje em dia. A conexão da sala de estar com outros ambientes, como sala de TV, varanda, cozinha e até área gourmet e quintal, valoriza o espaço de convivência devido à sensação de leveza e continuidade.
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Em projetos contemporâneos, a ligação direta com a varanda é um recurso bastante valorizado. Painéis de vidro, por exemplo, permitem que a luz natural adentre a sala, além de trazer maior conexão entre o exterior e o interior, valorizando a vista e o paisagismo.
Projeto de Bruna Blanco Arquitetura. (Mariana Orsi/Divulgação)
Em geral, Raphael pontua que tons neutros como bege, cinza e off-white sempre funcionam como bases leves, enquanto cores intensas podem aparecer em pontos estratégicos como almofadas ou quadros.
Projeto de Studio KP Arquitetura. (Robson Figueiredo/Divulgação)
O arquiteto sugere ainda a valorização de texturas presentes na madeira, linho, couro e veludo como estratégias para conferir camadas visuais e táteis. “O uso inteligente delas é o que dá alma à sala de estar. Muitas vezes, uma composição simples, mas bem escolhida, transmite mais do que uma decoração carregada de informações”, pondera.
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Pontos focais criativos
Nesse estar, o arquiteto Raphael Wittmann explorou o generoso espaço da sala com a disposição de sofá, uma dupla de poltronas e um banco. Ele se pautou no design das peças, como na alternância de cores que entregou uma elegância atemporal | Projeto Rawi Arquitetura + Design. (Rafael Renzo/Divulgação)
Embora, muitas vezes, a TV esteja presente na sala de estar, ela não necessariamente precisa ser o ponto de atenção. O incremento de uma lareira, uma adega ou um canto de leitura é uma possibilidade complementar aos projetos.
Entretanto, a decoração e os livros são o que conecta a sala à vida de quem mora ali. Quadros, fotografias, esculturas e lembranças de viagens transformam o espaço em narrativas de vidas. Além disso, a presença de plantas favorece o frescor, a vitalidade e ajuda na qualidade do ar.
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