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Jardim vertical: o verde cobre as paredes

Muros que chamam a atenção de quem passa pelas ruas

Nem só de trepadeiras vivem os muros verdes. Nos projetos a seguir, paisagistas recriam condições da natureza para trazer, com diferentes espécies, vida a superfícies áridas.

Plantas integradas à arquitetura

Ninguém consegue passar em frente a esta casa, em São Paulo, sem se deter diante do muro repleto de vegetação. “Até o trânsito para”, diz, divertindo-se, a paisagista Gica Mesiara, autora do jardim. Surpreender era mesmo a intenção dos arquitetos do escritório Bernardes e Jacobsen. Para obter o efeito, a paisagista optou por espécies pendentes. O resultado é de tal exuberância que a casa parece estar envolvida por uma mata natural, perfeitamente integrada à fachada e ao portão, que são revestidos de tábuas de madeira.

O muro da piscina vira descanso para os olhos

Embora garantisse a privacidade no entorno da piscina, o muro alto criava um obstáculo visual que não agradava aos moradores. E, como a área de lazer não dispunha de espaço para a instalação de um jardim com espécies de grande porte, o paisagista Gilberto Elkis sugeriu colocar as plantas em blocos de concreto, assentados bem rentes ao paredão. “As espécies usadas, além de sobreviverem com pouco composto orgânico, gostam de sol e têm cores e texturas especialmente selecionadas para criar uma composição com movimento, como uma onda”, diz Oscar Sokolovsky, assistente de Elkis.

Plantas enchem de vida o cantinho do quintal

“Geralmente, faço jardins verticais em locais de pouco espaço. Ou quando há um muro muito grande que precisa ser disfarçado”, conta o paisagista Alex Hanazaki. Coincidentemente, os fundos de seu escritório, em São Paulo, apresentavam as duas situações. Assim, ele montou no local um jardim, que completou seis anos. Para conseguir um ar natural, Alex distribuiu as plantas aleatoriamente: são samambaias (Nepholepis cordifolia), orquídeas (Phalaenopsis x hybridus), peperômias (Peperomia scandens) e coluneias (Columnea ulei). Espécies de sombra, elas recebem sol apenas uma hora por dia.

Paisagista francês cria um novo conceito de jardim vertical durável ao observar plantas em rochas

Antes de entrar no Museu do Quai Branly, em Paris, o visitante já se surpreende com a fachada. Afinal, ali está exposto um dos jardins verticais mais famosos do botânico que é considerado o precursor desse tipo de projeto, o francês Patrick Blanc. Foi por meio da observação do crescimento de plantas em rochas e árvores de florestas e montanhas que Patrick teve a inspiração para criar seus jardins verticais. Ele percebeu que, nesses locais, as plantas cresciam sem precisar de terra e sobreviviam graças à água e aos nutrientes de uma camada de húmus.

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