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Espelho d’água e gramado conferem suavidade a jardim de haras

As espécies foram escolhidas a dedo para suavizar a aridez do tijolo cru sem, no entanto, eliminar o caráter masculino do projeto criado para três irmãos

Não é um amarelo qualquer que domina a paisagem em frente às baias dos cavalos, e sim o nobre tom do traje dos imperadores chineses. Único ponto de cor forte no jardim do arquiteto paisagista Roberto Riscala, o soberbo matiz das lantanas preenche o cenário de luz, mas não interfere na máxima do projeto de criar uma atmosfera masculina. Afinal, trata-se de um condomínio exclusivo de três jovens irmãos, que têm um time de polo campeão.

Só o campo onde eles treinam ocupa 24 mil m². O restante do lote foi dividido em três partes iguais, de 600 m² cada uma, onde estão as residências, separadas por pequenos bosques, e o haras, comum ao trio de proprietários. Para embelezar com equilíbrio esse ambiente, Roberto fez criteriosa seleção de espécies e outros elementos. Tudo muito contido. O primeiro passo foi idealizar o espelho-d’água bem no centro da estrebaria em forma de U, desenhada pelo arquiteto argentino Ricardo Balzano, especialista nesse tipo de construção. Um tanque plácido, sem fru-frus, borbulhas ou barulho, com a dupla missão de atrair a atenção dos cavaleiros que passam e acolher os peixinhos ornamentais dos filhos pequenos. “Usei plantas bonitas, práticas e capazes de alimentar os peixes-dourados para não dar trabalho aos moradores”, explica o profissional. “O arranjo ficou harmonioso e agradável de olhar.”

O sol causticante durante boa parte do ano, a constante circulação dos cavalos e os cachorros soltos a correr pelo lugar também foram determinantes na escolha da vegetação. Assim, chegou-se à grama aveludada e resistente, aos buxinhos, agapantos, jasmins-estrela e, para coroar o conjunto, aos quatro plátanos. Estes têm uma característica perfeita para o gramado que deve apresentar obrigatoriamente superfície irrepreensível para a cavalgada: no inverno, perdem todas as folhas e não fazem sombra na forração. O resultado? Está eliminado o risco de a vegetação rasteira sucumbir à falta de luz. “Não é preciso ser duro nem feio para ser masculino, não é?”, brinca Roberto. “Pode ter charme e encantamento, sim.”

 

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