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Medalha de ouro: urbanização de favela O primeiro colocado propõe requalificar a Comuna 13, comunidade na Colômbia com 145 mil habitantes. Liderado pelo arquiteto Gustavo Adolfo Restrepo, da Empresa de Desarrollo Urbano de Medellín, o projeto prevê a renovação e a ampliação das ruas e caminhos, assim como novas moradias, praças, instalações esportivas, bibliotecas, escolas e centros médicos. O plano de intervenção parte do MetroCable existente (teleférico que leva as pessoas da favela ao metrô e ao centro) e amplia a ação social.
Medalha de ouro
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Medalha de prata: nova midiateca no Rio Vencedor do concurso promovido pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), o edifício criado pelo paulista Angelo Bucci, do escritório SPBR, reduz o consumo de energia (necessário para iluminar e condicionar o ar) com bastante luz e ventilação naturais. Num lugar onde preservar livros e arquivos é fundamental, Angelo voltou o prédio para a face norte, assim recebe muita claridade. Fechada nas laterais por paredes duplas, a construção esquenta pouco. Um curioso terraço (abertura no meio do prédio) leva ainda mais claridade às áreas afastadas das janelas.
Medalha de prata
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Esta fachada fica voltada para norte e é toda transparente (embora a claridade possa ser dosada com a ajuda de inúmeros pára-sol). Isso garante à sala de leitura bastante luz natural. Aqui, também, fica a entrada principal.
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Medalha de prata no prêmio Holcim Awards América Latina 2008, o edifício traz diversos recursos sustentáveis: numa primeira olhada parece fechado e escuro, mas capta com inteligência a luz do sol e a ventilação natural. Tanto que o ar-condicionado pode ser desligado quatro meses do ano.
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Para evitar o aquecimento excessivo e a entrada de luz direta, as fachadas laterais não têm janelas. Há apenas uma espécie de terraço, uma abertura no meio da construção, que leva claridade e ar às áreas distantes das janelas.
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Os visitantes entram no edifício e circulam ali dentro por meio de rampas. Veja as estantes com livros nas laterais. Partes do piso do andar superior são de vidro, assim a claridade vinda do alto atravessa todo o prédio.
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As fachadas laterais são compostas de várias camadas, entre elas aço, colchão de ar, isolante térmico e painel acústico. A estrutura é, basicamente, um par de treliças metálicas apoiadas em pilares. Essa armação é fechada externamente por chapas de aço – que tanto protegem das intempéries como sombreiam a parede interna.
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Medalha de bronze: torre com cisterna Feito com anéis pré-moldados de ferrocimento, este equipamento reúne uma cisterna que capta água da chuva (usada no jardim e para lavar roupas), uma caixa-d’água em condições sanitárias adequadas e uma placa de aquecimento solar (que esquenta a água do banho e evita o alto gasto dos chuveiros elétricos). A proposta da arquiteta Maria Andrea Triana e dos engenheiros Robert Lamberts e Marcio Andrade, da Universidade Federal e Santa Catarina (UFSC), é que o conjunto possa ser acoplado a moradias de famílias de baixa renda, até mesmo em favelas densamente ocupadas.
Medalha de bronze
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A Torre Sustentável reúne um reservatório para água da chuva, uma caixa d’água e uma placa de captação de energia solar. Foi desenvolvida como uma estrutura pré-fabricada de ferrocimento, para moradias novas e antigas de famílias de baixa renda, inclusive favelas.
Torre Sustentável
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A Torre assegura que a casa tenha uma caixa d’água adequada – em lugar dos tanques improvisados e em condições sanitárias ruins, tão comuns –, e ainda armazena a água da chuva para ser usada no vaso sanitário e para lavar roupas. Ganhou medalha de bronze na competição Holcim Awards America Latina 2008.
Torre Sustentável
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No sistema criado pela arquiteta Maria Andrea Triana Montes e pelos engenheiros Roberto Lamberts e Marcio Andrade, vale o uso racional de energia elétrica e água. O chuveiro elétrico dá lugar a um coletor solar. É a água potável aquecida por esse sistema que abastece o chuveiro.
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Em amarelo, vê-se o boiler que armazena a água aquecida pelo coletor solar e o equipamento que desinfeta a água da chuva. O volume de água de chuva pode ser ajustado conforme a necessidade.
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Centro de saúde energeticamente eficiente O edifício desenvolvido pelo arquiteto paulista Leonardo Shieh para o centro Enkyo abrigará a expansão dessa entidade de atendimento médico e social à população majoritariamente de origem oriental do bairro, a Liberdade, em São Paulo. Para isso, o projeto incorpora traços da cultura japonesa (como a ponte sobre o jardim e uma tela metálica que se assemelha ao shoji – tapume tradicional, de madeira ou de papel). A eficiência energética do prédio passou por inúmeras simulações até chegar à versão final, de máxima eficácia e viabilidade. Prevê, por exemplo, que a água presente no solo seja usada para o arrefecimento do ar condicionado e que a água da chuva seja reaproveitada.
Centro de saúde
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Nova estação Maracanã A Copa do Mundo de 2014 foi o mote da proposta de Antonio Carlos Lopes Saraiva, Rafael Alencar Saraiva e Thais Galvão Meireles, da Artetec Arquitetura, do Rio de Janeiro. Eles propõem facilitar o acesso ao Estádio do Maracanã e trazer melhorias às redondezas. O projeto começa pela criação de 5 mil vagas de estacionamento acima das linhas de trem existentes. Uma nova estação central reunirá trem, ônibus e metrô. Terá painéis fotovoltaicos na cobertura, assim poderá captar energia solar. A idéia é que, uma vez terminado o campeonato, parte do estacionamento possa ser reaproveitado em moradias, escritórios e escolas.
Nova estação Maracanã
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O primeiro lugar ficou com o arquiteto chileno Alberto Fernández González. Ele inventou uma torre de metal e plástico reciclado de centenas de metros de altura que capta a névoa matinal do ar de Huasca, região desértica do norte chileno. Depois de condensado, o líquido é purificado e distribuído por quatro ramais, por onde irriga 20 hectares de terra – que assim se tornam cultiváveis.
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No segundo lugar, Ricardo Julian Vásquez Ocho, arquiteto do México, sugere um modo de organizar as moradias populares para que estimulem a vida em comunidade. Já o projeto (acima) de Thiago Cintra Pilegi, arquiteto de Campinas, SP, propõe levar a produção agrícola por hidroponia (cultivo sem terra, apenas com entulho como substrato) a espaços desocupados da cidade e imóveis sem uso. Os edifícios serão dotados de painéis fotovoltaicos (para gerar energia), a água da chuva será usada para regar as plantas e os resíduos serão transformados em adubo.
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